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sexta-feira, 10 de março de 2017

Enredo 1105: A lenda de Dido


A lenda de Dido


O épico Eneida foi encomendado pelo Imperador Augusto, para contar a ancestralidade dos romanos. O poeta Virgílio então decidiu narrar, em formato de epopeia, a saga de Enéias na fundação de Roma.
Entre os diversos “cânticos” da obra, há um que narra a fundação da cidade de Cartago, pela princesa fenícia Dido. O episódio da delimitação das terras para a construção da cidade apresenta a solução para um clássico problema matemático, o problema isoperimétrico, que consiste, de maneira bastante simplificada, obter a maior área possível que pode ser cercada com uma corda de mesmo perímetro.
Por ser a primeira personagem da literatura a apresentar uma solução para este problema, iremos contar nesse enredo toda a saga de Dido, a Rainha de Cartago.






No reino fenício de Tiro, dormia inquieta a princesa Dido, que ainda não havia compreendido a morte do marido Siqueu. Ela havia dedicado a ele todo o amor que Afrodite poderia inspirar a uma mulher. E foi então que, em sonho, ele apareceu  para revelar à esposa a trágica circunstância de sua morte.
Após a morte do pai, Pigmalião, irmão de Dido, assumiu o Reino de Tiro, mas considerava que para ser um bom governante, precisava de muito ouro. Assim, planejou um encontro com Siqueu, que possuía um grande tesouro, e ao chegar, sem que ele tivesse qualquer chance de reação, cravou-lhe um punhal nas costas. Entretanto, apesar de matar Siqueu, Pigmalião não conseguiu encontrar o local onde ele escondia seu tesouro.
Ainda no sonho, Siqueu revelou o esconderijo de seu tesouro e pediu que Dido partisse o quanto antes do Reino de Tiro, já que Pigmalião estaria planejando também sua morte.
A princesa acordou assustada e iniciou o cuidadoso planejamento de sua fuga. Muitos súditos estavam insatisfeitos com Pigmalião, e decidiram partir com Dido. Ela falou ao irmão que viajaria pelo mundo e então enviaria os presentes recebidos para Tiro. O irmão concordou e ofereceu a ela uma pequena frota de navios e alguns servos. Dido então carregou os navios com os sacos de ouro de Siqueu, mas pediu aos súditos que carregassem também sacos cheios de areia.
Assim que os navios deixaram o porto de Tiro, Dido ordenou que os sacos de areia fossem atirados ao mar e mandou avisar seu irmão que estava oferecendo o tesouro do falecido marido como uma oferenda aos deuses, não levantando suspeitas sobre a fuga. Entretanto, logo as notícias se espalharam por Tiro e outros sacerdotes e nobres decidiram também partir do reino e acompanhar a princesa em sua nova empreitada.
Antes de alçar viagem mais longa, Dido e todos que a acompanhavam fizeram uma escala na Ilha de Chipre para adquirir mantimentos para a viagem. Tão logo desembarcaram, foram recebidos pelo sacerdote do templo de Zeus, que relatou ter sido avisado em sonho da chegada da frota. Alguns ‘vagabundos’ da ilha, dada a falta de perspectivas melhores, decidiram se juntar aos seguidores da princesa. Com o aumento do secto, Dido ordenou o rapto de oitenta virgens do templo de Afrodite, para serem desposadas pelos nobres tírios que a acompanhavam na viagem.
Após breve período na Ilha de Chipre, os fugitivos voltam a navegar, desta vez em viagem mais longa, atravessando o Mar Mediterrâneo, até aportarem na costa africana. Dido então procurou os nativos em busca do representante. Encontrou então com o Rei Jarbas, e iniciou a negociação para aquisição das terras onde poderia fundar uma cidade. Dido ofereceu uma boa quantia em dinheiro e pediu em troca apenas a quantidade de terra que pudesse cercar com o couro de um boi, Rei Jarbas achou que estava fazendo um grande negócio, concordou.
A princesa então levou o couro para os seus, e chegando, chamou um deles e com seu punhal lhe cortou um fio de cabelo, ordenando que eles cortassem o couro em tiras tão finas quanto aquele fio. Ela pediu ainda que as finas tiras fossem emendadas umas às outras, formando uma extensa corda. Finalizado esse processo, eles levaram uma extremidade até o mar, e Dido então ordenou que eles fizessem um grande semicírculo com a corda até que a outra extremidade também chegasse ao mar, muito distante dali. Assim, empiricamente, Dido resolveu um dos mais clássicos problemas da matemática, o problema isoperimétrico, que consiste em delimitar a maior área possível com um perímetro (comprimento) dado. O Rei Jarbas ficou impressionado com os talentos da princesa e então lhe pediu para em casamento, no entanto ela recusou e começou as construções do que seria sua nova cidade, Cartago (do fenício Qart-Haddasht, que significa Nova Terra). Assim, Dido já não era mais a princesa de Tiro, se tornando a Rainha de Cartago.
A cidade já estava em funcionamento e Dido reinava construindo cada vez mais edificações para seu povo. Foi então que a frota de Enéias, que enfrentava fortes tempestades no Mar Mediterrâneo, por piedade dos deuses, desembarcou em Cartago. Dido, como boa rainha acolheu bem aos forasteiros e ofereceu-lhes um banquete. A deusa Afrodite era a protetora de Enéias, e achou por bem que ele e Dido se apaixonassem, entretanto a rainha havia feito juramento ao antigo marido e desde então havia recusado todos os convites de casamento. Foi então que Afrodite enviou seu filho Eros para que cravasse sua flecha envenenada de amor no peito da rainha, e ele assim o fez.
Dido havia caído de amores por Enéias, e não mais escondia de ninguém essa paixão. Porém, um dia ele recebeu a visita de Hermes, que o lembrou que sua missão era fundar sua própria cidade e não ajudar a construir uma cidade para os outros. Como Enéias não queria contrariar os deuses começou
a preparar sua partida, pois sabia que se ali ficasse uma grande tragédia haveria de se abater sobre ele e sua amada. Ele inicia a preparação de sua partida, e Dido ao ver que não haveria de conseguir dissuadi-lo, em pleno desespero, resolve então tirar a própria vida, mandou construir uma pira na parte mais alta de sua fortaleza, mas para não levantar suspeitas, contou que na verdade se tratava de um feitiço, ensinado por uma feiticeira de Hécate, que lhe pedira para incinerar todos os pertences de seu amado, como única forma de libertação do amor que sentia.
Todos acreditaram que a Rainha estava disposta a esquecer o forasteiro que em breve se despediria da cidade e auxiliaram na construção da pira e na coleta dos artefatos, incluindo uma espada que Enéias havia lhe dado. Assim que a frota do amado lançou-se ao mar, Dido correu até a pira, acendeu o fogo, e ao sentir as primeiras chamas tocando seus pés, cravou a espada de Enéias em seu peito. No porto do antigo Reino de Tiro, ainda ouve-se o canto dos pescadores “Ela-eee-  saa, Ela-eee-saa” enquanto eles jogam as redes. Não se sabe se é por coincidência, ou se é saudade da antiga princesa (Dido também é conhecida por Elisa) que deixou sua terra natal para nunca mais voltar.







A fuga de Tiro


 
Para representar este setor, que detalha como a princesa Dido fugiu de Tiro, utilizaremos referências de arte fenícia, com muito dourado, em referência ao tesouro de Siqueu.





Comissão de Frente
A grande revelação

A comissão de frente da escola apresenta a grande revelação de Siqueu para Dido. Serão 15 integrantes, representando: Siqueu, Pigmalião, Dido e Afrodite (12 pessoas).
As 12 Afrodites formam o elemento coreográfico da apresentação, representando o amor que Dido possuía por Siqueu. As Afrodites da comissão de frente desenvolvem sua coreografia sobre conchas douradas motorizadas e peitos desnudos, cobertos apenas pelos cabelos. Os desenhos coreográficos acompanham a letra do samba enredo. Em três momentos a coreografia para e elas assistem ao que é representado no elemento cenográfico. O primeiro momento de pausa é o sono de Dido, quando o escaravelho se abre e podemos ver a princesa dormindo. Um efeito de fumaça tira a visão dos espectadores e surge em cena Siqueu, que é surpreendido por Pigmalião, que lhe crava um punhal nas costas. Novamente temos um efeito de fumaça, e tão logo ele cessa temos a visão de Dido coberta por joias douradas pertencentes ao tesouro de Pigmalião. O escaravelho então se fecha novamente e as Afrodites, após cumprimentar os jurados seguem o desenho coreográfico pela avenida.




Elemento Cênico
O escaravelho de jaspe verde

A arte fenícia estava diretamente relacionada à arte egípcia e um dos mais conhecidos elementos de sua cultura era o escaravelho de jaspe verde. Assim, o elemento cênico da comissão de frente é uma grande escultura dourada,  bastante semelhante a figura ao lado. A parte verde central se abre, mostrando os trechos da história apresentados pela comissão de frente.




Ala 1 – Baianas
O tesouro escondido

A ala das baianas da escola vem com uma fantasia predominantemente dourada, representando o tesouro escondido de Siqueu. As fantasias apresentam ainda elementos  na renda das saias azulados (em composição com o mar do abre-alas) e esverdeados (em composição com a jaspe do escaravelho da comissão de frente). O pano de costas traz recorte do padrão de estampa da vela dos barcos do abre-alas. Na cabeça, uma máscara semelhante a esta apresentada ao lado, com plumas verdes e azuis.


Alegoria 1: Abre-alas
A fuga de Tiro

O abre-alas da escola é acoplado e representa a pequena frota de navios com os quais Dido fugiu do Reino de Tiro. A base das duas alegorias é um imenso mar com ondas, como o que ilustra a logo do enredo. Evitando extrema horizontalidade, o mar não é linear e os navios não se encontram no mesmo plano.
A primeira parte do abre-alas traz o nome da escola em neon azul, em um tom um pouco mais leve do que o tom do mar. Nele há quatro embarcações no estilo birremes (ou trirremes), uma delas é maior, e tem como destaque central a princesa Dido. Também desta embarcação maior, os tripulantes, em determinado momento, obedecendo as ordens da destaque principal, jogam sacos no mar, representando a falsa oferta aos deuses realizada por Dido para enganar o irmão.
A segunda parte do abre-alas é continuidade da primeira, com cinco embarcações de tamanhos variados, mas todas no estilo birremes e trirremes.




As embarcações também não estão dispostas de forma linear e possuem leves movimentos de balanço no mar.



No Chipre, o secto aumenta

Este setor, que representa a passagem do secto pelo Chipre, será apresentado com utilização de mosaicos, em referência a elementos da arte grega que influenciava a ilha na antiguidade. Ainda, os tons de verde do primeiro setor, serão substituídos pelos tons de vermelho, tendo em vista predomínio de elementos      em azul e vermelho nas artes pesquisadas.


Ala 2
Nobres e sacerdotes se lançam ao mar


A ala representa os nobres e sacerdotes fenícios que resolveram navegar para encontrar a princesa Dido que havia fugido de Tiro.
A fantasia é em tons azuis, vermelhos e dourados, com sobreposição de tecidos, semelhante ao explicitado ao lado. Ainda, a fantasia conta com punhos bastante volumosos de azul no tom do mar do abre-alas com pequenas esculturas de navios, aumentando a densidade no conjunto.
Ala 3
Em sonho, a chegada
                                    

A ala representa o sonho do sacerdote do templo de Zeus, uma premonição da chegada da princesa e seu secto. A fantasia tem elementos azuis e vermelhos com sobreposição de tecidos. O costeiro é formado por plumas de tonalidade semelhante as da fantasia, formando uma espécie de mar. Sobre este mar, uma reprodução de um navio semelhante aos apresentados no abre-alas.











Ala 4
A Ilha de Chipre


A ala representa a parada de Dido e seus seguidores na Ilha de Chipre para obtenção de mantimentos. A fantasia é em azul e dourado, com sobreposição de tecidos. Há galhos de oliveira no costeiro e alguns frascos que remetem ao azeite produzido na ilha, já na antiguidade.
Ala 5 - (coreografada)
Vagabundos aumentam o secto


A  ala representa os vagabundos que se juntaram ao secto da princesa Dido. A fantasia é bastante simples, com uma saia com trabalhos de mosaicos nas cores do setor, amarradas por cordas, como ilustrado ao lado. Há também um acessório de cabeça em tom semelhante ao da saia, como na referência dada pela figura ao lado.
A coreografia da ala busca mostrar os personagens nela representados espalhados pela ilha, para que em determinado momento todos se juntem e passem a seguir juntos.
Alegoria 2
O rapto das virgens






A alegoria representa o episódio protagonizado por Dido, no qual ela ordena o rapto de 80 virgens sacerdotisas de Afrodite, para que possam casar com os nobres que haviam fugido de Tiro.
A alegoria usa como referência parte do templo de Cnossos (referência aos gregos, que ocupavam a ilha), projetado em diagonal, como na figura ao lado. Na parede, ao invés de afrescos, a presença de um mosaico retratando Afrodite. Compõe ainda a alegoria 80 estátuas de mulheres, alocadas em alturas diferentes, que possuem como referência o desenho apresentado ao lado.
A destaque central da alegoria representa Dido.









A fundação de Cartago

Este setor retrata a chegada de Dido e seu secto ao norte do continente africano. Serão utilizados como referência artística para as fantasias os padrões da arte berbere, que eram as tribos que habitavam o norte do continente africano na antiguidade. Os tons vermelhos ganham destaque e contrastam com os tons pretos, amarelos/laranjas e dourados.



Ala 6
Rei Jarbas



A ala representa o Rei Jarbas, dono das terras onde Dido e seu secto aportaram. A fantasia é predominantemente laranja, como ilustrado ao lado. Na cabeça um enorme turbante vermelho com penduricalhos em formato de joias e algumas plumas pretas alocadas de forma circular. O traje é sobreposto por aplicações de padrões de arte berbere.
1° Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira
A negociação entre a princesa e o Rei





O casal de mestre sala e porta bandeira representa a negociação realizada entre a princesa Dido e o Rei Jarbas para a aquisição das terras. A fantasia do mestre sala é predominantemente preta, com aplicações vermelhas, amarelas e laranjas nos padrões de arte berbere. Na cabeça um grande turbante enrolado, também preto, com aplicações em vermelho. A porta bandeira utiliza uma roupa predominantemente vermelha, também com aplicações de arte berbere, na cabeça há uma coroa lisa, que prende um tecido azul escuro (semelhante a imagem ao lado). Ambos apresentam costeiros com plumas coloridas de acordo com as cores de destaque em suas fantasias.










Madrinha de bateria
O couro de boi


A madrinha de bateria da escola vem minimamente vestida, com um couro de boi, preto e ocre, como o apresentado ao lado, aplicado em um pequeno biquíni, dando a impressão de que ele apenas foi repuxado de forma a cobrir seus seios e sua genitália. Na cabeça há uma reprodução de uma carcaça de cabeça de boi com chifres.







Ala 7 – Bateria
Em finas tiras


A bateria da escola representa as finas tiras do couro de boi cortadas pelo secto a pedido da princesa. Eles trazem uma peruca loira bastante exagerada, com um fio espesso apontado para cima, representando o episódio do fio arrancado por Dido para definir a espessura das tiras. A fantasia é bastante leve, inspirada em trajes fenícios, entretanto com detalhes de arte berbere e aplicações de tiras de couro de boi, criando volume.  
Ala 8 – Passistas
Isoperimétrico

As fantasias dos passistas representam o problema isoperimétrico, solucionado empiricamente por Dido. Ela é bastante tradicional, nos moldes da fantasia ao lado (GRESV Mocidade – 2016) em tons pretos, com aplicações de formas geométricas semelhantes aos padrões de arte berbere. Cada forma geométrica aplicada aos biquínis ou calças possui uma espécie de cordão pendurado, todos de mesmo tamanho, indicando o perímetro da figura retratada. Assim, os passistas trazem em sua fantasia também a solução do problema, já que a figura que ocupará mais espaço nelas será justamente o círculo.


Ala 9
A grande porção de terra








Esta ala representa a grande porção de terra conseguida pela princesa Dido. Os tons são predominantemente marrons, a base da fantasia é um traje com elementos fenícios e botas, com uma capa trabalhada com padrões berbere, e o costeiro é formado por dois blocos azuis, que unem a capa, que forma assim um semicírculo, representando a solução encontrada por Dido para o problema.








Alegoria 3
Rainha de Cartago



A alegoria representa a cidade que Dido fundou, e quando deixou de ser chamada de princesa de Tiro, passando a ser a Rainha de Cartago. Para representação desta alegoria utilizaremos o que se tem de reconstrução histórica do porto da cidade, já que os fenícios eram conhecidos por serem ótimos navegadores e dominavam a construção de navios. A alegoria é composta por duas extensões de docas compridas e com navios ancorados, destaques de chão com fantasias azuis representam as águas. Na parte central serão representadas as docas centrais, em formato circular, com alguns navios saindo delas. Nos navios os destaques são a tripulação. Ainda, no alto destas docas há uma torre de observação. O destaque central da alegoria vem nesta torre de observação, representando Dido, a Rainha de Cartago.

Amor de perdição

O último setor da escola retrata o amor de Dido por Enéias e sua perdição. O setor será predominantemente em tons amarelos buscando inspiração na luz presente nas obras de William Turner, pintor romântico que tem entre suas principais obras o quadro “Dido erguendo Cartago” (ao lado).




Ala 10
A chegada de Enéias
 
A fantasia é uma releitura da representação clássica de Enéias, apresentada ao lado e simboliza a chegada do fundador de Roma a Cartago. O elmo possui muitas plumas amareladas e os tecidos da fantasia são lisos. Os tons de azul e vermelho são pastéis, dando destaque para o amarelo, que tem representação dourada nas aplicações da saia.
Ala 11 – Ala das crianças
Eros e flecha do amor



Eros, o filho de Afrodite, usualmente é representado como uma criança com asas. A ala representa a influência dos deuses para despertar o amor de Dido por Enéias. A fantasia é um macacão de manga comprida e justo, em tom marrom escuro, representando o tom de pele das crianças da comunidade. Eles ainda possuem uma túnica amarelada, grandes asas nas costas e uma coroa de flores. Trazem em uma mão um arco e em outra uma flecha que possui um coração no lugar da lança.
2° Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira
O amor de Dido e Enéias


O segundo casal da escola apresenta uma fantasia clássica, dourada com muitas aplicações de pedras e plumas. A representação do amor entre Dido e Enéias vem através de aplicações de pinturas clássicas que retratam os momentos dos dois, como a reproduzida ao lado. A pintura é reproduzida através de uma rica moldura na saia da porta-bandeira e também na capa do mestre-sala.




Ala 12
Hermes, o mensageiro dos deuses








A ala representa Hermes, o mensageiro dos deuses que visitou Enéias para lembrá-lo de que sua missão era construir seu próprio império. A fantasia apresenta elementos clássicos de Hermes, como um elmo com duas grandes asas.

Ainda, os componentes têm  duas grandes asas nas sandálias, aplicadas na altura dos tornozelos. O adereço de mão é um caduceu clássico. A base da fantasia é uma túnica amarela, com bordados e um costeiro com aplicação de plumas e uma capa.
Ala 13
O feitiço de Hécate


A ala representa o falso feitiço, apresentado por Dido, como pretexto para a própria morte. A cabeça da fantasia é uma composição de rosas com penas de faisão, similar ao que é apresentado ao lado. A fantasia é composta por uma grande túnica dourada bordada, com adereços de joias e cordões. O costeiro da fantasia é formado por um conjunto de oito tochas com aplicações em led para simular o fogo.

Alegoria 4
A pira do adeus




A alegoria é composta por duas partes. A parte da frente traz uma reprodução arquitetônica de Cartago, com uma pira fechada no ponto mais alto, de onde sai fumaça, representando o local no Dido tirou a própria vida. Os destaques da parte frontal representam a espada que Enéias deu de presente para Dido.
A parte de trás da alegoria é o recorte de um Baco que se funde aos elementos arquitetônicos da primeira parte, mas tem a frente virada em sentido oposto, ou seja, apontando para a entrada da avenida. No barco os destaques ficam de costas para o elemento central, o principal deles, Enéias, de quando em quando se vira para a pira e lamenta a morte da amada.

Ala 14 – Velha Guarda
O canto da saudade

A velha guarda da escola apresenta trajes clássicos, com ternos nos tons de azul de nossa bandeira. Nos chapéus e nos lenços há aplicações de pequenos barcos e redes, simbolizando o canto de saudade dos pescadores do porto do Reino de Tiro.







Abordagens do problema isoperimétrico – Roberto Limberger
O percurso de Dido, Rainha de Cartago, na literatura latina – Cristina Santos Pinheiro
Sites:



Beto Limberger
Atua na coordenação e execução de projetos culturais. Acompanha o carnaval desde 1993, e esteve pela primeira vez na Sapucaí em 2001. betolimberger@gmail.com

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