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sábado, 6 de maio de 2017

JUSTIFICATIVAS 11 - J1 - Marcelo PTavares


               
"Chapecoense, tu és sempre Chapecó"

Título: 9,7
O título gera uma confusão para a proposta do enredo. Chapecoense e Chapecó, o time de futebol e quem nasce em Chapecó. A abordagem do enredo fica perdida entre o time e o nascido na cidade de Chapecó.

Outra questão que não foi abordada pelo enredo , é que  a frase "Chapecoense, tu és sempre Chapecó" está no hino da Chapecoense. Tudo neste enredo passa e vem do clube, não tinha como evitar e fugir disto.  

Apresentação: 9,9
Não faz bom uso das imagens, prioriza as musas frente ao potencial plástico do enredo. Pode continuar com as musas, mas não deixa que elas predominem no enredo.

Introdução: 9,8

Não é mais explicita na principal motivação do enredo. O acidente é o seu ponto motivador, mas é discreto demais na introdução.

Por fim, uma homenagem ao Clube que ensinou todo o mundo o valor do hoje, pois o amanhã é uma caixa de surpresa

Embora seja um fato conhecido, deveria fazer menção ao acidente, você deve procurar trazer a informação para o leitor, já que este texto será lido por diversas pessoas e poderá ser lido em diferentes épocas. Este seu enredo poderá ser lido por alguém daqui uns 10-20 anos. Terá gente se perguntando o que aconteceu com a Chapecoense.


Argumento: 8,9
O paralelo entre Hino e sinopse abordada pelo enredo não é claro. Já ‘que excetuando uma semelhança de palavras, o que o Hino encontra par com a história do enredo? Poderia fazer esse paralelo? Claro, seria muito bom. Mas eu não vejo fazer a ligação feita para entendimento do leitor.

Deixou isto vago, implícito, não utilizou a relação, o que abre para confusão.


Os alemãos escritos tantas vezes me deixaram nervoso, deve ser pelo fato da minha ascendência ou sina que tenho em arrumar trastes de cabelos claros que me perseguem.

Chapecó que, durante o governo Vargas, foi base para a guerra do Paraguai, além de pertencer ao vasto, e extinto, Território do Iguaçu.

Como assim? Governo Vargas e Guerra do Paraguai?
A Guerra foi em 1864, Vargas nem era nascido!!!! Erro histórico gravíssimo de levantar da cadeira. No roteiro você vai morrer mais com uns décimos. A impressão que fiquei é que foi resumir esses fatos, se distraiu e deixou essa bagunça maluca passar. Oremos para que seja isso, oremos!

No geral, vejo o texto com este problema optou pelo caminho de resumir, que poderia dar certo, poderia ter rolado uma boa sinopse sintetizada, completa e útil, sem dúvidas! A intenção poderia ter dado certo. Mas é cheio de passagens que aparentam fragmentação ou esta mistura infeliz de frases como no caso de Vargas e Guerra do Paraguai. Faltou mais cuidado na hora de juntar as coisas.



Roteiro: 8,8

Está esforçado nas descrições plásticas das alas, está bom no conjunto geral questão de alegorias e fantasias. Mas tem algumas falhas graves:

A Bateria está antes do carro 2, o que resulta em um risco para evolução. Já que o carro vai ter que acelerar e logo depois, quem está? Velha guarda! Que vai ter que apertar o passo também. Duas penalidades. Erra com bateria e erra com as velhas senhoras que vão ter que correr.


Se mistura na história, como eu já tinha abordado no quesito anterior, a Guerra do Paraguai é 1864, a Guerra do Contestado é 1912-1914, estamos falando de acontecimentos com 50 anos de diferença, não dá para deixar


Ala 08 - Velha Guarda
Contestado

Ala 09
Guerra do Paraguai


A ordem está inversa, é falha cronológica e grave!

Alegoria 02
Ciclo da Madeira
Toda em madeira a alegoria representa todo o processo de extração e utilização da especiaria. Na parte da frente troncos caídos, nos queijos árvores com destaques dentro, na parte de trás várias madeiras erguidas, verticalmente, com grandes desenhos da bandeira de Chapecó.

Tenho dúvidas sobre a representação do “toda em madeira”, já que diz praticamente que o carro vai estar todo em madeira, também me incomoda enfiar bandeira em tudo que é lugar.

Ala 10
Território do Iguaçu
Fantasia mostra a influência paraguaia e argentina no território. Nas cores vermelho e azul são trajes feitos de tecido mais volumoso com uma bandeira do Paraguai no ombro esquerdo e da Argentina no ombro direito.

Mesmo caso aqui, teria opções de indumentária para trazer os Paraguaios e Argentinos, mas opta por bandeiras. Em alas anteriores apelou também para a mesma simbologia sempre cores e/ou bandeiras.  Isto no geral se caracteriza por falta de criatividade, optou por soluções repetitivas, além de pouco potencial artístico, já que só trabalhar com bandeiras é algo superficial, mais profundo seria ir atrás de outras formas de representação.
Sem esquecer que este enredo envolve um clube de futebol, então bandeiras já era algo de se esperar naturalmente, mas ainda vai trazer mais?

Alegoria 03
Chapecó para além do século XX

Após o crescimento populacional, Chapecó passou pelos conhecidos “anos de ouro”. Foram instalados frigoríficos, que passaram a industrializar aves e ampliaram a industrialização de suínos. A onda desenvolvimentista que se pelo país chegou até Chapecó.
Com o crescimento populacional, aumentaram consideravelmente as demandas por moradia, saúde, alimentação, educação, saneamento básico, etc.
As novas políticas desenvolvimentistas dos tempos do “milagre econômico”, ajudaram a crescer o município sendo construído de várias formas e através de várias áreas públicas.

A explicação não tem muita relação, com o título do carro. Que já carrega uma conotação além do século XX, ou seja, além de 1901-2000. É uma opção confusa, no mínimo. Deixa o leitor se perguntado se a proposta é passado, futuro...

A alegoria será na cor prata e branco, com muitos led's e luzes, representa o crescimento da cidade.
Na parte de trás dois prédios, na frente grande rodas que giram gerando a energia da alegoria.

O carro tem uma representação comum, podendo ser de qualquer cidade. E note que não tem relação entre o que consta na descrição da alegoria com a explicação do texto. Não tem referência industrialização, a associação mais próxima é com “rodas que giram”. Tem alguma usina de energia em Chapecó? Passa a compreensão que sim.  

Outro problema, o começo do setor 4 é um verdadeiro susto, será justificado no quesito seguinte.


Ala 15
Tribo de Condá

Pobre tribo! Está perdida no meio de pombas brancas e jogadores. É uma ala que ajuda a contar o que faltou, que é a história do clube, mas está no meio do setor, como se estivesse atirada para preencher linguiça, é outro momento que a leitura fica perdida e “confusa”. Você chegou na Colômbia, está falando superficialmente do acontecido, mas aí tasca do nada o símbolo do clube na história. Ao meu ver esta ala deveria estar em outra posição... Como vou dizer no próximo quesito, fez falta mais um setor aí entre o 3 e 4. Essa ala deveria estar neste setor que “não existe”.


Exploração Temática: 8,4

O enredo no geral tem passagens interessantes, a história de Chapeco se revelou com momentos acima do esperado como as disputas regionais, a história do Território do Iguaçu que está bem esquecida atualmente, mas vai pecar na questão do time.

A motivação deste enredo parte da Chapecoense e o que aconteceu com o time. Isso está sumido do enredo, assim como o que se esperava neste enredo aparecer com um maior destaque, que seria sobre o time, a história do time.

Você quando abre o setor 4, já está na Colômbia! Tem uma passagem brusca, estou lá tomando o meu cafezinho lendo o seu enredo. Vai começar a falar do time, momento de muita espera... história aguardadíssima e pá! Colômbia!
Já? Como que pode?

Pombas brancas, umas alas e o enredo termina. Isso é um rompimento brusco na sua narrativa. Talvez até colasse se você começasse lá na sua abertura, como ponto de partida para fazer o enredo, apresentação até colava, já que o fato é motivador para o enredo, aí até se justificaria como um “susto” de abertura e tal... Poderia dizer o que sabemos e como ponto de partida nos levar para conhecer sobre a Cidade e o time. Era uma das opções. Ok? Você poderia ter até outras...

Mas para começar um setor 4, em uma linha que estava indo bem, falou da cidade, foi lá atrás, agora vinha para o time. Poderia pegar a fundação, alguns aspectos que descobrisse sobre a história do time e depois ia para Colômbia. Mas não tascar diretão, a Colômbia. Você  é o autor do enredo do 13?

A sensação que eu tenho é que faltou um setor, que desenvolvesse melhor a história do clube e aí chegasse nesse ponto. Considero uma falha gravíssima, por isso o desconto alto. Pois erra duas vezes, a primeira por esquecer o time e a segunda por uma passagem brusca, já que começa falando do time na Colômbia. Por que esse salto? Faltou tempo e aí teve que improvisar?

E desconto mais uns décimos também pelos problemas cronológicos graves do roteiro, que afetam duramente a cronologia do enredo, na questão das Guerras estarem invertidas, presidente que não era nem nascido enfiado em uma Guerra do tempo do Império, ala de símbolo do time perdido entre pombas brancas. E digo, se resolver tirar uma tarde no seu enredo, eu acharia coisa para implicar que não iria parar, meu café até esfriou, já que pouco tive a chance de tirar os dedos do teclado.


Conjunto: 9,1

Quando eu me debrucei para ler o enredo para valer, até achei muito melhor do que eu imaginava na olhada por cima. A história de Chapecó se revelou com potencial, não é um Cep ruim, não é. Dava sim para conseguir um bom enredo. Tem uma história interessante, me fez relembrar algumas questões bastante pertinentes sobre o sul do país, muitas vezes pouco lembradas. Essa região é quase que um quarto estado da Região Sul, tem particularidades bem interessantes. Faz de alguma maneira pensar, arte tem disso também. De alguma maneira lhe levar e fazer pensar, mexer com você de alguma maneira.

Mas neste momento, abordar Chapecoense sem o time de futebol, com essa motivação toda não dá para tolerar. Foi suicídio. O enredo ficou duramente prejudicado. Bem do tipo: Café sem cafeína, pizza sem queijo, refrigerante sem gás, Chapecó sem a história da Chapecoense...

E as falhas cronológicas também brutalmente prejudicaram esse enredo. Eu que no começo da leitura fui desfazendo a minha má impressão inicial com o enredo, fui aos poucos novamente colocando o enredo em uma posição bem para trás.



               
                        As reviravoltas do medo
Título: 9,8
Este enredo parece mais as “Reviravoltas do Caronte”. A mensagem do enredo ficaria de maneira bem mais clara. Já que o personagem que faz as reviravoltas é o Caronte, colocar o “medo” como foco do enredo deixou ele ainda mais confuso do que já era.
Já que você chama para si que é um enredo sobre o “medo”. Mas chega na hora fica indo para fobia, para egoísmos, política, natureza.

Apresentação: 9,8
Foi bastante solicitado que os enredos desta edição viessem com a primeira imagem valorizando o enredo, começar com bandeira você perdeu aqui centenas de leitores.

Introdução: 9,6
A Coroa imperial apresenta para o próximo carnaval o enredo “As reviravoltas do medo”, que foi desenvolvido pelo carnavalesco e estudante de pedagogia Jerlânio Souza.

Gostei desse tipo de apresentação, acho simpático falar de você também.

Mas não entendi: “vermelhas pela sacrificação de pessoas”

O enredo leva os personagens principais “Caronte e os anjos dissolutores do medo”, para refazerem o que ficou manchado na história e escreverem um novo rumo para a nação O enredo leva os personagens principais “Caronte e os anjos dissolutores do medo”, para refazerem o que ficou manchado na história e escreverem um novo rumo para a nação.

Não está muito claro para mim o que seriam os dissolutores. Além de falar novo rumo para a nação, mas note que no parágrafo seguinte vc está falando de guerras, vc fala de uma dimensão nacional e depois vai para o mundo.

Pessoas acham que fobias são medos, mas não são!

São o que então? Existe segundo a teoria psicológica uma diferenciação entre medo e fobia, a fobia seria uma doença. Mas o que aqui venho descontar é que essa sua frase não encontra relação clara com a frase seguinte:

Medos maiores foram os das pessoas que viveram em meio a guerras e não falaram nada, apenas obedeceram às ordens impostas por colonos, militares e governo fajutos.

Existe uma questão de “lógica” básica, vamos dizer assim, de que uma premissa ou algumas premissas temos uma conclusão. Só que as premissas precisam dar sustentação para o argumento ter validade. Você parte de uma premissa frágil “fobias não são medos”. E vai concluir que medos maiores foram os das pessoas... Não vejo sentido, fica como uma largada confusa, o que deixa o enredo meio de largada fácil de interpretar errado a sua proposta, que tem uma pegada complexa. O seu enredo não é medo é um tipo de “Terrores da opressão”, algo do tipo? Mas ao mesmo tempo também tem medo, tem até fobias. O leitor ficar perdido em um tiroteio entre baratas, aranhas e a segunda guerra mundial. E nem quero imaginar o que seria isso em um desfile real, é aquele enredo que só com o texto para entender e neste caso nem o texto está se fazendo entender.

Argumento: 9,3
Esses seres que fazem isto a Caronte são enviados pela mais suprema corte da vida, os anjos das reviravoltas do medo, um quinteto que muda tudo e faz reviver o que passou, além de premunir o que vem por aí. Este quinteto vem para ajudar a Caronte a se redimir de seus atos. Dando a ele uma missão de navegar por fobias, passados, presentes e o futuro, isto fará com que o barqueiro dos mortos torne-se um espírito redimido de suas loucuras mortais. Hoje, entre na barca de Caronte, mas não com medo e sim para fazer a reviravolta do seu medo.

Este trecho eu vejo que ajudaria muito mais na parte da introdução, faltou explicar melhor essa relação de inserir Caronte no enredo. É um enredo muito complexo.

Numa navegação Caronte leva essas almas para reviverem e mudarem a história mundial.

Hoje, ao olharmos para trás não vemos algo que podemos se vangloriar, mas sim, queremos esquecer as marcas que ficaram e não esquecer as pessoas que defenderam algo e tiveram em sua vida um estrago. Temos que voltar atrás e refazer essa história!

Carece de melhor argumentação, como assim refazer a história, esquecer as marcas? Eu vejo muito mais convincente lembrar e nunca mais repetir coisas parecidas.

Caronte cumpre sua missão!
O JULGAMENTO FINAL
Ele fez todos reviverem os seus medos e os superá-los entre o tempo e o vento.

Falta para o argumento justificar convencer desse impulso do Caronte, a justificativa motivacional deste enredo é muito frágil.


Roteiro: 8,9


No MS e PB, o que seria um costeiro ousado?
Me incomoda led no casal e led nos guardiões. Pra que guardiões que chamam igual atenção que o casal?

. Na parte central do primeiro carro é uma grande escultura de Caronte navegando em sua barca com diversas almas que serão componentes.

Esse negócio de Caronte, me lembra muito Unidos da Tijuca 2011.  



CLAUSTROFOBIA- “QUE LUGAR AMPLO!”
Caronte coloca as almas em lugares fechados para elas vencerem o medo de locais apertados.

Errou na descrição, já que o desafio seria um lugar apertado e não amplo. .



Tem até Valeska Popuza como Cruzeiro do Sul, qual é o medo disso? Vc está em um setor com revoltas, aí pega o Cruzeiro do Sul, bota a Popuzuda e pá!

CRUZEIRO DO SUL
Representa um dos primeiros brasões do Brasil e um dos maiores símbolos do país.


Chega a ter setores imensos com 8 alas, exagero no número de alas.

A minha nota no geral é aumentada para valorizar o trabalho do Roteiro que é bastante esforçado no sentido de fantasias e alegorias, deixei para penalizar mais na parte de exploração temática. Porém:

A ideia de Caronte interagir e ir mudando acontecimentos como por exemplo nas alas com na Guerra de Tróia é totalmente sem sentido e carece de resultado efetivo.
ExOcorrendo então a reviravolta do medo dos troianos sobre os gregos, os troianos tocaram fogo no cavalo e em alguns soldados

O que você quer fazer com isso? É original, ok? Mas onde pretende chegar com isso. O confuso fica mais confuso ainda. Está mudando a história, mas não se demostra grande significado disso e uma mudança como essa traria consequências para tudo que vem depois.

Ainda mais adiante vai adotar exemplos que Caronte teria influído em acontecimentos do passado que de fato aconteceram. Misturou duas coisas, Caronte mudando acontecimentos e atribuindo as ações de Caronte acontecimentos verídicos.

CHUVAS RACIONADAS

Caronte manda para terra chuvas fracionadas, deixando por um determinado tempo as regiões em seca.
                                                                                                            
Contraditória afirmação, é mais fácil então Caronte não mandar chuva. Já que se está mandando chuva, mesmo que racionada ele está “mandando chuva”, ele só vai diminuir se ele tirar chuvas e aí elas ficariam racionadas.

Outra questão, é que partes das reações da natureza também passam por concentrações imensas de chuvas em determinadas localidades, causando enormes destruições. Mas nestas alturas, neste enredo caótico, o que são estes detalhes.

É o típico enredo que quando mais se lê, mas se encontra equívocos, se eu ler atentamente cada ala, cada carro, tenho como certo que preencherem páginas e mais páginas de equívocos como esses que acabei de apontar.



Exploração Temática 7,2

Lá vamos nós em um enredo que mistura aranhas com Hitler...

1° SETOR: ABERTURA- O MUNDO OBSCURO DE CARONTE COMEÇA A GANHAR LUZ!
2° SETOR: SUPERANDO MEDOS E FOBIAS
3° SETOR: SUPERANDO MEDOS E REVIVENDO O PASSADO DE INGLÓRIAS
4°SETOR: SUPERANDO MEDOS E REFAZENDO O COMEÇO DE UM FLAGELO
5°SETOR: SUPERANDO MEDOS E VIVENDO UMA POLÍTICA VERGONHOSA
6°SETOR: SUPERANDO MEDOS E COMBATENDO OS OPRESSORES DA NATUREZA
7°SETOR: O JULGAMENTO FINAL
Este setor mostrará como Caronte conseguiu entender que o bem é o melhor caminho. E também mostrar seu julgamento final.


Para começar, vejo complicado essa opção por Caronte, da um ar de déjà-vupara o enredo, já que já foi um personagem utilizado naquele desfile da Unidos da Tijuca 2011.  Além de não convencer como personagem para ligar o andamento da sua história. Pq Caronte, pq ele fez isso? Não fico convencido, deu a louca nele e pronto? Vejo uma história que é um misto de realidade com ficção, sem sentido, sem justificativa, sem nexo.

O autor tem que criar, mas precisa também ter uma lógica nesta criação. Fazer as conexões de maneira que tenha um sentido. As ações precisam de sentido, coerência. Até se for algo maluco, a coerência estabelecida passa a ser algo maluco. Mas não é muito o caso deste enredo que traz elementos da realidade, críticas as guerras, ganância, destruição da natureza.

A chegada das guerras é um verdadeiro susto. Não tem liga principalmente pelo roteiro. O leitor se vê em uma situação que tudo neste enredo pode entrar, deu a louca no Caronte e qualquer questão crítica podemos nos deparar.

Depois vem revoltas brasileiras, este enredo é muito confuso, é um dos enredos mais confusos que eu já li na minha vida! Vem defesa da natureza depois ainda, falta liga mais forte para convencer dessas passagens. Parece até 4 enredos dentro de um, caronte e suas aventuras, medo, guerras, situação do Brasil, problemas ambientais. Opa, já são 5... Para você ver e não convenceu.

E fácil justificar porque disso, você mistura personagens de ficção com histórias reais e com questões diversas, buscando a conexão, por um sentimento abstrato que seria o medo, você sem perceber ainda envolve ainda mais em uma questão complexa que é o conceito de “medo”, é muito complicado. É um enredo difícil de ligar uma coisa com a outra, a ligação é complexa.
Ainda tem as ações de Caronte mudando acontecimentos e acontecimentos que teriam sido resultado de ações de Caronte. É fácil não entender e se perder neste enredo.

Outra questão de grande gravidade, o exemplo ilustra bem isso:

MÃE NATUREZA- JOGA SOBRE O HOMEM A SUA REVOLTA
A mãe natureza estar cansada de tanta falta de respeito com ela, e induzida por Caronte manda sua fúria sobre a terra, em seus quatro elementos. O ar tóxico da indústria, a chuva racionada, a terra que não produz nada e o fogo que destrói as matas, essas que dão vida as pessoas.

Primeira coisa, quase todos nessa história são uns bobocas e Caronte é Deus nesta história, ele influenciou tudo até as ações da Mãe Natureza. E segundo, todos são uns babacas, que dependiam de Caronte para fazer ações como estas.
Nem vou entrar na questão de fogo destruir matas, já que isso é uma contradição, fogo que destrói matas seria a própria Mãe Natureza atacando a natureza e ajudando o homem a explorar. Já que muitas queimadas são bem convenientes, algumas são até propositais, exatamente para acabar com a mata e abrir caminho para exploração destas terras.  

É um enredo muito complicado, muito fácil não entender nada, muito fácil enxergar bruscas ligações. É uma viagem que é necessária uma imensa boa vontade para de fato compreender este enredo. Que se eu fosse definir utilizando uma imagem, seria de um casulo de linha enredado, com linhas de 10 cores diferentes, de diversos tamanhos, que no desenredar ainda saem cobras e lagartos.

Muita mistura entre realidade e ilusão.

E tem mais! O enredo sem perceber cria um tipo de “paradoxo temporal”, pois se você muda o passado, ele deixa de acontecer.  No final vejo com um enredo que não chega a lugar nenhum.

A impressão que eu tenho também é que você buscou elaborar um SUPERENREDO, investiu muito, tentou trazer o máximo de coisas que podia. Só que no final terminou um monte de coisas. A minha dica que eu poderia dar era apostar em algo mais simples. Está ousando demais, mas precisa um pouco mais de maturidade, para lidar com tantas associações complexas, acaba arrumando sarna para se coçar, abre buracos que se optasse por algo mais simples, não iria se meter.


Conjunto: 8,4
Plasticamente esforçado, como enredo, exploração, encadeamento de ideias é um completo caos.

Minha nota é com base na exploração temática que possui falhas graves para sustentar o enredo. O conjunto sofre muito com tantas informações de complexidade que são ligadas por um personagem “batido”.  

Eu resumiria o seu desempenho da seguinte maneira:
Fantasias e Alegorias – Tudo com condições de obter nota 10.
Enredo – Nota 9 pra baixo, se a mínima é 7, daria para tirar.

Como aqui é Concurso de Enredos não dá para sonhar com muitas pretensões. Talvez em um concurso de Escolas este enredo realmente tenha condições de obter classificações melhores, já que o enredo em si fica em segundo plano.

Eu diria até que como “carnavalesco” você está mostrando muito potencial, mas como enredista ainda tem uma longa caminhada. Não subestime a importância de ter um bom enredo, de escrever um bom enredo. Não permita carregar essa deficiência, um dia irão lhe cobrar isso.

Talvez tivesse sido melhor apostar em algo mais simples, muitas vezes se tem ambição de fazer algo imenso, imponente, mas acaba no decorrer fracassando, gerando uma infinidade de problemas desnecessários.



               
AMAZÔNIDAS: UMA VIDA EM COMUNHÃO COM A FLORESTA
Título 9,7
Vejo que você deixa o seu enredo confuso pelo seu título. Tem um grande destaque para o “Amazônidas”.  Enquanto isso introdução e sinopse passam longe e vai explicar lá no roteiro. Teria sido melhor então destacar a palavra chave “Caboclo”, ou estabelecer bem esse “amazônidas” lá na sinopse ou introdução. Falha capital e considerável.


Apresentação: 10

Introdução 9,9
 Começa no geral a elucidar do que se trata o enredo, embora não relaciona com o “Amazônidas”. Esse deslize ainda deixa o leitor perdido e ansioso, que pode logo ali se transformar em impaciência e má vontade.


Argumento 9,5
La vamos nós falar no tal Amazônidas, mas como deixar passar isso? Que “diacho” é esse amazônidas? É um homem? Um pássaro ou um avião? Eu vou ver o que é no roteiro. É bom não vacilar nestas questões, você larga errado, perde o destaque ao “caboclo da Amazônia”, a maior parte dos leitores não vai ligar um com o outro.

Você peca no estabelecimento do que é o Amazônidas, da riqueza de informações que poderiam agregar ao seu enredo sobre caboclos, o próprio tipo de “caboclos” vejo que falta dialogar melhor sobre isso.

O seu enredo é simples, mas ele poderia convencer e lhe levar para um outro patamar se você tivesse aproveitado e defendido bem essas pequenas questões com Amazonidas, Caboclo, faltou apelar mais para o significado do que você está trazendo. O simples e direto deixou simples o seu enredo, mas não fez o gol.

Tirei bastante também por proporção, é um texto curto, não era para vacilar.

Roteiro 9,2

Se você tem claramente 3 caboclos porque não dividir o seu enredo nestas 3 partes, ou até 4 partes, uma geral e depois ir em cada parte para um caboclo?  Podendo ter até uma quinta parte para arremate.

Note que não é implicância não, a sua sinopse está dividida. 1º CABOCLO: 2º e depois tem o 3º CABOCLO... O seu roteiro ironicamente não. Porque da divisão na sinopse?

No geral falta algo para empolgar neste roteiro, talvez com um embasamento melhor desses 3 “personagens”. Dá impressão que se repete muito, vem um tripé, exemplo:

Tripé: A cura do caboclo
O tripé representa o terceiro caboclo homenageado no enredo. A base do tripé é formada toda por rostos que representam os espíritos da floresta que guiam o benzedor pela mata para encontrar a cura das enfermidades. No centro do tripé tem uma escultura articulada de um homem que segura ervas medicinais nas mãos no tripé também existem esculturas que também representam os espíritos da mata.

Aqui nitidamente, já apresenta tudo do caboclo em questão, o que vem depois é mera repetição. Por esse motivo que sempre é perigoso abrir com alegoria, mesmo que seja um mero tripé, você já pode esgotar tudo na primeira coisa. O que vem depois é mera repetição. Que não daria esse tom de esgotamento precoce, se as alas estivem na frente, já que o Cenário, que é a alegoria ou tripé, consegue interagir com o que vem na frente e ainda pelo seu potencial arrematada toda da ideia que já foi apresentada. Já pelo que foi feito, ocorre o inverso, vc arremata e depois conta novamente os detalhes.

Ala 9: O benzedor
A fantasia como a das alas 1 e 5 representa as vestimentas de um caboclo comum, o adereço de cabeça é um chapéu que possui penas verdes feitas em tecidos. A cor da fantasia é predominantemente verde.

Pobre de diferenciação entre os caboclos, em um roteiro com tão poucas alas, ainda “repetir” fantasias. Me parece que Fran Sérgio saiu da Beija-flor, mas deixou discípulos...
São os 3 protagonistas do seu enredo, você poderia ter caprichado mais na descrição de cada um, perde 0,1 por cada uma das 3 alas. 
Ala 10: rezas e benzeduras 
A ala representa as rezas e benzeduras feitas pelos benzedores para curar os males causados pelos maus espíritos da florestas.

         Representa ok, mas é vaga, precisa descrever melhor como seria representado rezas e benzeduras. 

Exploração Temática 9,6

O tema no geral tem condições plenas de gerar um bom enredo, embora a temática amazônica seja bastante esgotada já. A falha que eu vejo como principal é que era um enredo que custaria um acabamento mais intenso, uma defesa melhor como pesquisa, caracterização destes “caboclos”.

Falta aí também um “Câmara Cascudo” para arrasar neste embasamento, trazer e valorizar esses personagens. O enredo no geral era simples, mas com um tratamento “nobre” poderia muito mais.

Tanto Roteiro com Sinopse não fortalecem o enredo, ao contrário deixam ele por demais frágil.

Conjunto 9,4

No conjunto geral é um enredo interessante com falhas técnicas graves de sinopse e roteiro. Carece de um acabamento melhor para impulsionar a ideia apresentada que é boa.

É o melhor enredo até aqui, mas está longe de ambicionar uma posição entre os primeiros.
                                                                                                       

               
Os pecados aos olhos dos anjos, num voo negro ao encontro da Goianos

Título



Apresentação: 9,9

Eu tenho que descontar, pois isto está lhe prejudicando, você está mais preocupado com fotos de mulher pelada que descrever o enredo.
Ok, as musas podem ficar, já é meio a sua cara isso.
Mas precisa se ligar também em imagens que ajudam o seu enredo, tem setor que é só foto de mulher, não procura imagens para ilustrar e engrandecer o seu enredo.

Introdução 9,6
A Goianos da Folia, te convida para uma ótima viajem, ou quase isso, assim como Dante em a Divina Comédia,

Lá vem Salgueiro! Fuja de abordagens de enredos atuais. Você se mata na largada assim. Chama todas as comparações com Salgueiro 2017. É pedir para tomar caneta.
Ah se descobrir que já tivemos enredo com temática parecida, vai atrás dos erros dele, para não fazer igualzinho. É mais um enredo que aborda os pecados, mas não traz o conflito gerador dos pecados, para inserir o leitor no conflito motivacional deste tipo de enredo.

Viradouro manda beijos para você e para o Beto.

Também faltou uma delimitação do que entra e do que não entra nesses pecados.

Argumento 9,9
Sem grandes problemas está de acordo com a proposta. Que é simples, no geral está tudo bem contado.
Mas desconto 0,1 por não deixar claro as passagens de um pecado para outro.

Roteiro 9,3


Saímos a procura, e encontramos um misterioso portal
Isso, um portal em meio a um bosque, resolvemos entrar
Mas não sabíamos o que encontraríamos


Vale lembrar que a entrada do enredo está no bosque e entra no portal até sem saber por que. Não existe isso no roteiro. A comissão já começa com Dante nos convida para a viagem. O Casal já está com a mensagem de os Pecados e o anjo, tem a guardiã do Portal, que pelo visto era uma inútil porque não guardou porcaria nenhuma, você chegou e foi entrando. Vai ver que ela estava dormindo.  

1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira: Os pecados e o anjo

Opção estranha colocar o casal para um significado tão pra baixo. Ofuscados inclusive pelo significado da musa A guardiã do portal, embora como visto nem para isso aquela inútil serviu.

Ala 1: Almas perdidas
A ala tem uma forte maquiagem sombria, panos brancos e cinzas entrelaçados por todo o corpo, causando um efeito ao mexer.

Mas não descreve de maneira eficiente as características distintas das almas perdidas. Você perdeu um bom tempo falando de cada uma, mas chegou no final e descreveu a fantasia como se fosse igual.

A explicação dos setores também não é eficiente, você não apresenta os seus setores, você comenta sobre os pecados com frases enigmáticas. Efeito de criação até bonito, mas não é eficiente para apresentar os seus setores, explicar a ideia geral do que vc queria trazer no setor.

Tripé 2: O Kama Sutra de Vênus
Qual a finalidade de unir os dois para o enredo? Para mim só uma liberdade artística que deixa a leitura confusa.

Ala 5: Sodoma e Gomorra
as mulheres vêm com um seio à mostra e os homens com o abdômen.

Leitura fraca, pro homem então mostrar a barriga é proibido? Se fosse a bunda, quem sabe teria mais a ver. Fora uns chicotinhos, algo mais coerente com Sodoma (Sodomia vem daí), Mas mostrar a barriga? Não vejo nenhum tabu para o homem.

Ala 19: A inveja de Caim sobre Abel
A fantasia traz uma roupa em trapos antiga na cor verde desbotado e uma ovelha morta no ombro.

Essa escola parece que desfila pobrezinha, não é a primeira ala que vejo na linha roupa da antiguidade com um detalhezinho para destacar. Ficou bíblico demais e se distraí no potencial estético. E estou dizendo:
Ala 25: Judas
A fantasia é uma roupa antiga hebreia amarelo

Muitas alas com trajes de antiguidade, parece um desfile de Moda de 1000 A.C.

Ala 31: Sagradas Anoréxicas   e Ala 32: São Francisco de Assis
Vejo alas como contraponto a gula . anti-gula e não ilustrativas quanto ao enredo.


Poderia ter identificado as figuras importantes da escola, que cita no roteiro com imagem e tudo.

Exploração Temática: 9,7

É outro enredo que se perde entre uma história proposta e a história concreta.
Você narra e amarra o seu enredo com uma suposta história com portal e tom de aventura. Mas não amarra bem como seriam essas passagens, ok vc entrou em um portal, mas como vai de Roma para o Brasil, como isso está sendo mostrado? Faltou estabelecer melhor isso.

É outro enredo também que peca igualmente como o outro enredo sob temática parecida, na questão do recorte, o que entra e o que não entra.

Outro fator de desconto é o roteiro, cansou nas questões de fantasias, alas no geral são oscilantes, excesso de trajes da antiguidade, o que é faz a plástica ser broxante para um enredo que geralmente tem um potencial plástico.


Conjunto: 9,5

Você cresceu bastante, considero este o seu primeiro enredo “competitivo”, ou seja, de fato tem condições de buscar alguma coisa. Até aqui sobra na noite, é melhor que os outros 3 apresentados.

Mas vacilou também em muitos aspectos, o que comprometerem o conjunto. Principalmente o aproveitamento dos pecados artisticamente poderia muito mais que desfile de trajes da antiguidade, vacilou legal.


               
Um Shakespeare bem brasileiro
Sonho de uma noite de verão no Rio de Janeiro

Título

Apresentação

Introdução: 9,9

Eu vejo que o fato de utilizar um paragrafo só, querer falar sobre a peça e ao mesmo tempo já estabelecer o paralelo, ficou muita informação concentrada em um único paragrafo.

Você fez uma opção por uma sinopse resumida, acabou sobrando para introdução falar mais sobre a peça escolhida e ali no momento de estabelecer os núcleos da peça e os núcleos do carnaval aconteceu uma embolada que perdeu-se parte das informações.



Argumento: 9,9

Eu poderia cobrar mais informações sobre a peça e até sobre o próprio autor, mas a introdução no geral explicou, optei por fazer eventuais descontos nela.

Mas vejo sim que é um enredo que teria mais o que crescer e tivesse trazido uma interessante pesquisa de tópico que irá abordar, como por exemplo:

Renascença
estilo elisabetano
teatro elisabetano
MONOBLOCO
CARMELITAS
BOLA PRETA
MEU BEM VOLTO JÁ
SIMPATIA É QUASE AMOR


Quem não sabe que são blocos, como que faz? O não tem informações básicas sobre os blocos, personagens, nem no roteiro tem.


Carro 04
SARGENTO PIMENTA – SHE LOVES YOU...YEAH! YEAH! YEAH!

É bloco?  Pesquisando eu vou ver: Bloco do Sargento Pimenta, que mistura ritmos brasileiros aos clássicos dos Beatles. Notável que poderia ter falado um pouquinho sobre os blocos. Se não fez no argumento, pelo menos uma linha para cada um no roteiro.


Roteiro: 9,8
No geral é uma temática leve, está ótimo para brincar o carnaval por isso a minha nota no geral sobe, a proposta é leve, cumpre bem o que se espera dela.


SETOR TRÊS
CHEIA DE ENCANTOS MIL

Poderia ter lembrado que o paralelo era com os seres míticos,


SETOR QUATRO
LOVE, LOVE ME DO
Seguindo o paralelo com o livro, os casais fogem para uma floresta de gente: as ruas do Rio de JaneiroBlocos esses que inspiram diversos casais apaixonados, em ritmo de folia.

O texto está perdido, os casais fogem para as ruas. Blocos esses? As ruas são blocos? Ficou com problema de escrita aí. Dá para entender, mas tem um problema neste parágrafo.


Ala 12
LATINHAS DE ESQUECIMENTO
Fantasias com tons prateados com diversas latinhas amassadas cobrindo o corpo do desfilante.

Faltou aqui tanto acabamento e informação sobre o que seria essas latinhas. Relação com o que do carnaval?

Ala 20
MARCENEIROS
Macacão marrom e uma ripa de madeira segurando pelo ombro (tal qual figura)

Não sei se essa fantasia não iria gerar acidentes que facilmente poderia bater em outros componentes.

Ala 21: CADEIRANTES
COSTUREIRAS E COSTUREIROS
Cabeça como uma almofada com alfinetes espetados uma réplica de isopor de uma máquina de costura, com um pano caindo com a palavra carnaval escrita nele.

Outra ala com um certo problema de acabamento. Descreve só a cabeça da fantasia e o resto?

Leia e veja se eu não estou exagerando. A cabeça estará como uma almofada com alfinetes e uma replica de uma máquina de costura, com um pano caindo. O pano estará cobrindo o componente? Mas se são cadeirantes, não seria melhor estar com a máquina no corpo deles, simulando exatamente alguém sentado em uma máquina de costura? Sei lá, quais opções e caminhos... Mas talvez até pela falta de descrição do resto, vejo que tem algo errado aí.



Exploração Temática: 9,9

Eu vejo que é um tipo de enredo que falta um frescor, até me lembra do seu enredo da edição passada. Mais uma vez falando de carnaval, é bom pela tentativa de reinventar o tema, vc utilizou a Morte do Barão agora usa um livro de Shakespeare. Mas os dois enredos tão próximos vejo que perde um pouco do impacto.
Ficou a sensação pra mim em muitos momentos de você estar se repetindo. Embora trazendo um enredo aparentemente diferente.  


Conjunto 9,8

É claro que existem diferenças e muitas entre os dois enredos, mas também tem um tom de semelhança, isso para mim me desanimou um pouco.
É um enredo romântico do carnaval, o paralelo com Shakespeare tira um pouco este enredo do obvio, mas eu ainda fico aguardando outras propostas mais sedutoras.


               
A lenda de Dido

Título

Apresentação

Introdução: 9,9
Os seus dos primeiros parágrafos estão ok, está fazendo uma boa apresentação odo enredo e delimitação do tema, fala e Eneida, explica brevemente a obra, depois nos situa aos os diversos “cânticos” da obra, do qual é extraída o episódio em questão do enredo. Certo e perfeito! Porém neste trecho:
Por ser a primeira personagem da literatura a apresentar uma solução para este problema, iremos contar nesse enredo toda a saga de Dido, a Rainha de Cartago.

O texto neste trecho pode fazer promessa além do que pretendia. Sem perceber é feita a promessa de contar “toda a saga de Dido”, mas no caso é toda “essa” história. Não “toda a saga de Dido”, se fosse toda a Saga de Dido, você abordaria tudo que se sabe sobre a Dido, a saga “total” dela, pode induzir que entra Eneida, entra peças sobre Dido, amplia e entra até As Heróides. Todo o trabalho de limitação dos primeiros parágrafos foi colocado em dúvida no final, sem perceber ampliou-se ou se induz a promessa de uma possível ampliação da sua abordagem.  

Também tem outra questão, você justifica quando diz “por ser a primeira”, mas fica no ar a motivação do seu enredo, você perde a chance de aproveitar e apresentar a proposta que se originou o enredo que é falar da Matemática, você perde de pontuar com os jurados daqui, neste aspecto, pois acabam por desconhecer essa sua motivação, o fato de ser um professor de matemática, são coisas que acrescentariam valor nessa sua proposta. Falta mais malícia na hora de “vender o peixe”. Nem todos terão a mesma boa vontade, por isso, é importante não esconder os seus eventuais trunfos.


Argumento
Dentro da proposta, coerente com o enredo. Embora me faça sentir que estou lendo um artigo da Wikipédia, vejo que cumpre as questões do quesito.

Roteiro: 10
É onde o enredo cresce, vejo que plasticamente está interessante, fez um aproveitamento dos elementos da história. Temi que veria mais um desfile de moda da antiguidade (outro eu não iria aguentar, juro que não). Mas não, você fez uso dos materiais, como com o O escaravelho de jaspe verde.

Também não obsessão por bandeira, quando li Chipre, pensei em sair correndo. Pensando que era mais um que cairia em soluções batidas. Mas não, recorreu a outras maneiras de simbologia.

A Ilha de Chipre
Há galhos de oliveira no costeiro e alguns frascos que remetem ao azeite produzido na ilha, já na antiguidade.

Serão utilizados como referência artística para as fantasias os padrões da arte berbere

Parabéns!!


No geral o enredo pegou muitos elementos da pesquisa, cores, estilo artístico, materiais. Sem dúvidas é um roteiro artisticamente muito rico. Merece o 10 no quesito com louvor e me faz subir a nota dos próximos quesitos, no geral ele desfaz a má impressão de um enredo sisudo.

Exploração Temática: 9,9

Eu vejo no geral que o enredo está bem, a história é boa, você consegue nessa sua proposta de falar sobre a Matemática, trazer uma história mais consistente.

O problema que pega neste enredo é que é muito dramático demais. É morte e tragédia grego-romana atrás de tragédia greco-romana. Isto não vejo convencer para ganhar um Concurso de Enredos. Como história forte e relevante para ganhar. Falta uma riqueza de significados, talvez linha de abordagem mais reflexiva, uma extração mais intensa de simbolismos conseguisse um resultado maior.

A mitologia grego-romana faz parte da nossa base, não é enredo ET, mas vindo de uma maneira tão intensa, a sensação é de um enredo “apagado”, sem brilho na questão da história e abordagem das mensagens.

Por outro lado, fez um bom uso da arte do enredo, cores, materiais, formas arquitetônicas o enredo cresceu consideravelmente, soube muito bem extrair soluções plásticas, como já apontei no quesito passado.

Eu vejo bem isso, plasticamente muito bom e com louvor, como mensagem” que perde uns décimos.  Diria que é um enredo muito anos 90, tipo Imperatriz, falta um algo mais de interação.

Conjunto: 9,8

Este enredo no conjunto geral considero com um bom enredo, mas sem o brilho de um postulante ao título. É aquele que disputa para ficar em uma posição bastante digna, mas não para brigar pela vitória.



               
O REI DAS AQUARELAS
Título: 9,9

Que Aquarelas seriam que ele é rei? Faltou explicar melhor isso. É uma associação com um disco dele pelo que eu “acho”.

Apresentação:
Simples, mas correta.


Introdução: 10
 Eu pensei em dizer tanta coisa, mas pra que se eu tenho a musica?
Gostei, bem apresentado.

Argumento: 9,5


É aquela proposta simples que não cumpre efetivamente a função de explicar o enredo, ao contrário, só é um texto que reúne a obra do autor, coisas que ele cantou, mas não nos conta e trás nenhuma informação efetiva. Você deveria pensar que ele pode ser conhecido, mas é momento que o leitor vai se seduzir quando vai saber mais sobre detalhes da vida do cantor, vai revisar lendo o seu texto uma resumida bibliografia do homenageado e sua obra.

Eu sinto que o texto se faz perder o homenageado, destacando muitas escolas, novelas, parece que a força do homenageado perde-se.

Era momento de enfiar o pé na porta e impor com toda a força o Emílio e vir pra cima para ganhar esse negócio.


Roteiro: 9,5

O roteiro é bom, como explicação e detalhamento da proposta plástica. É falho como leitura do enredo, presença do homenageado.
Por exemplo, opta-se por falar de novela e não da música do cantor na novela. Então sai a música e entra personagem da novela. Sai o homenageado e entra uma salada de novelas.
Isto que diferencia um enredo que poderia ganhar, de um enredo que poderá ficar longe de ambições maiores.

Todo mundo nasce nu,  no enredo do GRES Beija Flor  de 1986, cantado magistralmente por Emilio Santiago.

É de 1990.



Ala 02: Baianas: A Estrela Solitária o conduz
  Botafogo, botafogo, campeão desde 1910Um grande apaixonado por futebol, Emilio nunca levantou bandeira de nada, seja partidária, seja de causa LGBT. único pavilhão ao qual ele erguia com paixão e o maior respeito é o da Estrela Solitária de General Severiano.  Para Emílio as suas duas maiores paixões era o Fogão e a Verde e Rosa do morro da Mangueira

Acho controverso fazer uma associação como esta. Nunca levantou bandeira de nada exatamente exaltando o time de futebol. Pode tanto agradar quem é contra defesa de bandeira, mas pode desmerecer as causas e exaltar uma defesa das inutilidades. Ainda deixa passar contradição, ele levantava e tinha respeito era o do Botafogo, deixa escapar sem perceber a indução que nem Mangueira era respeitada. Nesse jogo nem sempre é levando em conta unicamente o que queremos dizer, é claro que isso você não queria dizer, mas o que pode se interpretar e levar outros a ter interpretações erradas/equivocadas, por isso é bom ter cuidado com o jogo de palavras.

Ala 10: Bateria: Corcovado
Em determinado momento, a bateria faz reverência ao Morro do Corcovado, um tripé no meio da ala, mostrando a paixão do sambista pelo morro.

Não vejo uma boa colocar um tripé no meio da Bateria, vai causar tensão uma alegoria se movimentando com os componentes preocupados com o ritmo. Irá gerar uma distração desnecessária.

Outro problema, a bateria vem na frente de uma alegoria, vai ter problemas de evolução quando entrar no recuo. Também será uma entrada lenta, já que tem o tripé no meio da bateria.  Como seria isso?

E não entendo também a opção de deixar os passistas depois do carro 3.

A armação do roteiro é bem tensa nesta parte.

Exploração Temática: 9,8

A minha nota é em premiação a relevância do tema e da homenagem, por isso eu abono bastante a nota. Mas se tratando de exploração o enredo infelizmente cometeu muitos pecados.

A questão é a seguinte, enredo, ele é muito como as coisas são utilizadas, exploradas, destacadas, aproveitadas. Eu vejo que o aproveitamento da obra do Emílio Santiago não foi com o enfoque que ele se destacasse dentro do enredo. Ao contrário, eu fui lendo e fui vendo ele sumir, senti falta dele, com uma presença mais atuante dentro da sua proposta.

As novelas viram a sua casa.
Zaza, Tieta e Caminho das Indias.
Terra Nostra ou Barriga de aluguel
As novelas viram a sua casa.

É um perfeito exemplo, cadê as músicas? Eu sinto que era para destacar bem a sua música em Zazá, a sua música em Tieta.

Propor com mais defesa a importância daquela música que embalou uma certa época. Defendendo até os sucessos dele para determinadas gerações. Isso traria significados e fortaleceria o enredo, você estaria em cada novela e música defendendo e amarrando, deixando o seu enredo algo arrebatador e não um foco para implicarem com as suas novelas. No roteiro vamos ver as alas como são retratadas, na maioria das vezes não são as músicas que irão gerar fantasias, são as novelas, personagens das novelas, é um desfile que insere as novelas no roteiro e não as músicas das novelas. Que é uma outra coisa totalmente diferente. Fugiu demais do homenageado. Não ficou o cantor, mas parece quase um autor de novelas e criador de personagens.

Com escolas de samba a mesma coisa, relembrar cada samba que ele regravou, faltou a malandragem para defender o Emílio como um cantor popular que regrava sambas e aproveitar a obra dele com um enfoque deste tipo. Você até sensibilizaria o jurado para esses nobres atos do Emílio. E daí selecionar algumas canções para mostrar, destacar sucesso, exibições na rádio que ele foi bastante tocando com estes sambas. Inserir o cantor, sem ele desaparecer.

Mas o que aconteceu foi cair nos enredos, carnavais do determinado período, o homegeado sumiu...  De Emílio Santiago virou um misto de enredo sobre novelas e relembrando grandes momentos de enredos da Sapucaí.

Conjunto: 9,7

É o enredo com o tema mais forte até aqui, mas não foi bem explorado, então no geral perdeu a vantagem que tinha na largada.
Seria aquele enredo que entra campeão, mas vai perdendo pontos durante sua passagem.
Pode ficar ainda em boa posição, como acabar ficando bem atrás, conforme o quanto estas falhas influenciarem no julgamento geral dos enredos, do quanto os jurados vão notar essas diversas falhas. Os erros no geral foram sérios.

É um típico enredo que se olharia e diria, é favorito, quando se termina de ler, se ficar em nono, décimo, não será surpresa, embora fique aquela sensação. Como poderia ficar em nono?



               
Os tondZé*
Título

Apresentação

Introdução

Argumento: 9,8

Dó, ré, mi, zé…
Fá, Sol, lá na Bahia…

Trecho criativo, mas a letra minúscula tira o destaque para o Zé, é fácil passar batido e não compreender. O Zé neste texto de versos é o fundamental para a arrancada desta sinopse, o leitor ao não pegar isso, já começa com entendimento comprometido.

É um cantor no geral não muito conhecido, vejo isso como fator que complica bastante o texto. Vejo que precisava de um Argumento mais explicativo. O roteiro que acaba contando o enredo de maneira mais franca e aberta.



Roteiro: 9,6
Setor 02:
“O Tom do sertão”

Irará - Bahia, cidade localizada no limite entre o rico Recôncavo Baiano (Terra do samba de roda, da farinha de mandioca, de Dona Canô e seus filhos: Bethânia e Caetano…) e o Sertão Baiano (Terra de Lampião e Maria Bonita, do Xaxado, forró, xote, baião, de Canudos e Euclides da Cunha em “Os sertões”...) e nesse rico território Tom Zé conhece a mais radical das músicas, a tradição oral dos festejos Iraraense, dos Alto-Falantes da cidade que, de acordo com o próprio Tom, era uma típica cidade medieval digna dos livros de história.

Eu vejo como problema de comunicação fácil para gerar ruído no entendimento do enredo e até valorização dele. Você começa falando sobre a cidade, demora para inserir o homenageado na explicação do setor.  Teria uma efetiva clareza já inserindo o homenageado.

Ala 03
“Lavadeiras e Aguadeiros”

Outro episódio que influenciou diretamente a carreira musical de Tom Zé foram as canções

Aqui não estou apontando um erro, estou aproveitando para justificar o que estou implicando do seu setor 2. episódio que influenciou diretamente a carreira musical de Tom Zé vejo aqui o coração do entendimento deste setor, influencias da carreira musical do Tom Zé. A inserção do setor ficaria muito mais clara e interessante para o leitor e não com uma cara de cep quando você lá falando da cidade com primeira frase para falar o setor. E um exemplo, de pequenas coisas, como isto que diferencia um enredo que ganha, de um enredo que é bom, mas acaba ali deixando a chance de campeonato de fato, escapar. Nem todo mundo pode tirar ponto por isso, mas chegar depois lá no balanço e optar por outras ideias, que deixaram ela empolgada durante mais tempo.

Tiro 0,2 por falta de criatividade no texto. Não vejo muito futuro ficar transcrevendo texto quase com as mesmas palavras exemplo:
interessante notar que na parte que reflete a modernização da MPB estão duas músicas de Dorival Caymmi

Você fez a referência, mas ainda é melhor partir para um nível de escrever com suas palavras.

Setor 03:
“O Tom da Tropicália”
Outro caso, uma longa explicação, quase uma sinopse dentro da explicação do setor, faltou tudo, menos a proposta geral do setor.


E segue nos demais introdução de todos os setores, não fala de proposta estética apenas um texto complementar que a sinopse não falou.

Outra questão sua sinopse começa com Do, Re, Mi, mas o seu roteiro utiliza isso no final do seu enredo. É uma contradição entre roteiro e sinopse.

No geral subi um pouco a nota pela proposta plástica, procurando valorizar os méritos.

Exploração Temática: 10
Está bem encadeado, tem algumas falhas de sinopse e roteiro, mas vejo falhas mais pontuais dos quesitos para punir nos quesitos. Como exploração, valorização dos significados, o enredo foi muito bem.

 Também é um tema rico para inspiração artística de fantasias e alegorias.

Conjunto: 9,8

Sem dúvidas é o seu melhor enredo, está caprichado, relevante, comete falhas, mas no geral é bastante forte.
Para mim o problema fatal foi o roteiro com excesso de trechos transcritos, fica como texto “pouco criativo”, principalmente na comparação com os demais.’
Na hora de eu julgar acima de tudo criatividade, vejo que o roteiro ficou devendo.
Eu vejo que você trás um enredo com potencialidades enormes, resolveu bastante a sua questão de tema regional, mas sem parecer aquele enésimo enredo sobre Bahia.

É um enredo com muitas condições de ficar em boa posição, seria o melhor até aqui, se não fosse o problema do Xerox, que eu não deixo passar.


               
A AVENTURA TROPICAL DO PORTUGUÊS QUE SE TORNOU UM TUPINAMBÁ

Título

Apresentação

Introdução

Argumento: 10



Roteiro: 9,9
Queria entender o motivo de deixar os passistas no final do desfile. (-0,1). Entregando décimo de graça assim de bobeira?


Exploração temática: 9,9
A temática por ser bastante exaurida carece de surpresa, impacto. Embora esteja dentro do que propôs. O enredo está bem encadeado é tradicional com uma exploração tradicional, eu poderia dizer que é tradicional ao quadrado.

É fiel a risca a uma história já bem conhecida. Não tem nada de novo, o personagem é um velho conhecido, a sua história e o que envolve (natureza, índios, chega dos portugueses, canibalismo, encontro desse mundo com a Europa, etc). É uma revisão sobre algo já bem mostrado, sem uma linha de frescor.

Por isso, eu tiro um décimo, por considerar que falta algo a mais para de fato lhe entregar o caneco, merece ao meu ver ficar em uma posição ótima, daquelas muito boa mesmo, top 5, top 3, mas não vejo com a cara de um campeão. Falta um algo a mais.



Conjunto: 9,9

Faltou extrair algo mais dessa mata para lhe levar paro título. Vejo eficiente em todos os aspectos, mas com uma linha digamos Imperatriz anos 90, a arquibancada no geral está quieta, está pontuando com requinte, muito bem vestido, muito bem contado, mas sem aquele algo a mais que faria o campeonato ser seu.

Você está de parabéns pelo que apresentou, já falei em outras oportunidades, eu vejo o seu roteiro é ótimo, trabalha muito bem, você tem talento, sem dúvidas!

Vamos ver o que os outros jurados irão achar, eu lhe deixo ali entre os primeiros, não será surpresa até sair como campeão. Vejo que é uma questão de tempo você vencer.

Eu vejo que lhe falta um tema, em um enredo que você se entregue como pode fazer, aí realmente será correr para o abraço.




Ecoa a alucinógena voz do Samba sob a guia de Iboga – O místico poder de um espírito africano


Título: 9,9


“Ecoa a alucinógena” Me parece quase um enigma, o casamento dessas duas palavras parecem até em outro idioma. O título é longo, complexo, interpretação precisa ser cuidadosa do leitor.


Apresentação

Introdução: 9,8
Utilizando-se de uma estética psicodélica, o GRESE Borboleta Transgênero tem como ponto de partida de seu enredo os conhecimentos sobre a iboga, uma planta de origem africana que possui substâncias alucinógenas em suas raízes.

Eu fiquei me questionando aqui, se não ficaria uma apresentação mais clara neste trecho falar sobre a planta e nisso introduzir a estética psicodélica. Parece que está invertido essa proposição. Eu entendi, mas me pergunto se outros entenderão.

Outro ponto que eu levanto ainda sobre esse mesmo trecho, é uma proposta da escola propor uma estética psicodélica, é um tipo de  tradição? Me pareceu implícito isso. Se caso é aí, pode justificar a proposição de psicodélica vir antes, aí é você na sua tradição psicodélica, encontrar essa planta.




Argumento


Roteiro: 9,6

Não fez a apresentação dos setores. Que você apresenta desde o Quinto Concurso em que enredos seus já foram até usados como exemplo. Não fiz um desconto maior por considerar que a primeira ala ainda conseguiu fazer uma introdução dos setores, mas sinto que falou uma orientação geral de cada setor. Não é um enredo fácil para entendimento, você desperdiça a chance de defender seus capítulos, poderia ajudar, vejo que poderá ter jurados e leitores que não vão lhe apontar que “está faltando a besta explicação dos setores”, mas se ela estivesse presente poderia facilitar a compreensão deles, que teriam aumentadas as suas chances de embarcar nesta proposta. Pois nem sempre o que é explicitamente percebido e descontado de fato a única razão.


Ala 8 – Chegada do Samba
Ele chega do Brasil em trajes que misturam sua essência africana com a carga pecaminosa grega que adquiriu com o carnaval, manifestação pagã em homenagem ao deus Dionísio.

Isto eu vou descontar no quesito seguinte, mas a questão sobre o samba é por demais implícita. Eventuais críticas, a ideia que você quer com o samba fica muito perdida. O que deixa no geral o enredo “confuso” para o leitor.

A proposta plástica no geral me passa como se andasse em círculos, está tudo mundo uniforme do começo ao final, delirante, “alucionogeado” de ponta a ponta.

Eu fico olhando para esse desfile e fico me perguntando se o povo iria realmente compreender essa histeria.

O conjunto das alas e carros, me dá a sensação que não se sai do lugar, é efeito alucinógeno do começo ao final. Não acontece um jogo dramático, tipo João nas suas loucuras não apelava para uniformidade, tipo Viradouro 1997, ele tascou um carro todo preto, depois veio com alas brancas brilhantes e pá, dava aquele impacto, que você via aquilo e saia pulando que nem gafanhoto em histeria. Você não, entrou na alucinação e ficou nela vagando, vagando, vagando... É perigoso cair no sem sentido, poluído, sonolento.

Exploração Temática: 9,6
Não foi um enredo que me comoveu, achei até cansativo, repetitivo, cura, elementos, transe, parecia que não saia muito do lugar.

Você gosta bastante de temas abstratos, isso eu já observo faz tempo, exatamente por isso, vejo que o seu perigo sempre é o quanto vai parecer claro, o quanto vai conseguir sequenciar esse conjunto de abordagens, que irá dar uma sequencia, encadeamento dessa história que você está propondo e até onde consegue fazer o leitor embarcar nisso. É um namoro sempre perigoso, que pode terminar em um resultado 8 ou 80. Reações que podem oscilar bastante, você pode fazer disto um sucesso ou terminar como um desastre.

Pois, por ser um proposta abstrata, é fácil o leitor se perder no meio dela e não embarcar, se ele perder algo. Destaco que não é algo que você deve evitar, pode fazer, é o seu gosto e seu estilo, estou apenas comentando, tentando analisar os riscos que você normalmente corre e tentando exatamente entender porque muitas vezes dá certo e outras vezes não dá certo. Sem falar na infinidades de cabeças que irão ler e interagir com sua obra. Você sempre terá que enfrentar os Gregos, Troianos, Acadianos e até os Egípcios.

O desenvolvimento alia a história da iboga e da religião Bwiti, com a inserção do Samba como personagem que vivencia a experiência proposta.

Aqui está a chave do enredo, embarcar nesta proposta do samba ser personagem, entender a relação desse personagem, enxergar a liga de uma coisa com a outra. Vejo falta o convencer da ideia e assim entrar nessa parada.


No primeiro momento da iniciação, o Samba confessa todos os seus dionisíacos pecados.

O samba personagem fica coisa meio sem sentido, ou de alguma maneira fica vulnerável para simbolismos implícitos. O entendimento do que você queria com o samba ficou vago, o de leitura muito oculta que faz o leitor ficar fazendo mil perguntas e facilmente fica perdido.

O final também carece de uma melhor justificativa, é fácil se questionar afinal seria interessante, seria missão do samba as proposições finais como por exemplo:
Com a renovação espiritual, o Samba agora é capaz de ecoar por todo o mundo.
Como resultado do novo alcance, o Samba consegue realizar sua missão. Seu clamor africano toca o coração de todos os povos negros, que guiados pela essência da sua origem, se reúnem numa alucinógena folia de carnaval

Eu vejo que no geral o enredo é uma viajada que é pouco sustentada, facilmente fica perdida.

Conjunto: 9,5
Você definitivamente adora essa linha abstrata, vez ou outra eu embarco nas suas propostas, desta vez não me seduzi. E exatamente pelo motivo anterior, não vi uma linha que me despertasse interesse, achei previsível e repetitivo, além de falta de clareza onde exatamente queria chegar.

A minha nota é comparativa neste quesito e vejo que ele fica em posição entre os últimos da competição que apresentou uma nível muito alto. Um degrau bem acima do povo mais problemático, mas em posição inferior ao pelotão que briga pelos primeiros lugares.  



Homens
Título

Apresentação

Introdução: 9,7

Falta falar mais alguma coisa sobre essa tribo misteriosa, larga de maneira vaga sobrea tribo, o que nos deixa para deduzir ou ir atrás do que é essa tribo que será o seu enredo.
Só misteriosa, deixou vago demais. Deixou o leitor vagando e se perguntando o que é essa tribo.
Destaco que você optou por não contar sobre ela no seu enredo, ficou na lenta indígena, então aqui na introdução poderia ter falado dela, apresentado, contado para nós algo mais sobre essa tribo.

Argumento

É fiel ao enredo. Ok!

Roteiro: 9,8

10° ALA – O MEL (PASSISTAS)                                                                                                    

Uma simpática abelhinha seria nossa fantasia, em dois tons de amarelo, e as componentes carregam um pote de mel.

Como assim pote de mel? Você está com Índios, pote é algo que remete a industrialização.

7° ALA – A PESCA

Um dos primeiros ensinamentos dos jovens Nawê é a pesca, e como peixe além de alimento é também usado em cerimonias para os espíritos. A fantasia toda será uma grande rede, com muitos peixinhos coloridos espalhados por ela, na cabeça claro a cara de um peixe simpático.

Também tenho minhas dúvidas se os Índios em questão usariam rede de pescar. Geralmente eles utilizam armadilhas ou até arco e flecha mesmo.
Um exemplo pego por este texto aqui:

http://www.universodosviajantes.com/pescaria-de-indio/

É certo que no passado os índios pescavam somente com suas flechas, e, às vezes faziam algumas armadilhas entrelaçando “cipós” para pegar os peixes. A pescaria de índio mudou. Não é mais tão primitiva, certo que ainda usam as flechas para determinados peixes e locais. Redes eles abominam, pois é pegar mais do que necessitam para comer, e também a extinção dos peixes.



Exploração Temática: 9,6

Vejo um enredo bonito plasticamente, mas sem grande sedução, é muito “reto”, a proposta dele é praticamente de transcrição da história da tribo, ou melhor da mitologia da Tribo, a história você não contou para nós, se quer sem resenha, sem extração, interpretação, arremate final daquilo. Então fica bem essa sensação de passar reto. Recordo que você prometeu lá na introdução contar a história da tribo...

“A acadêmicos do Cabral tem a honra de contar a história de uma das tribos indígenas”

Não tem nada sobre a história da Tribo, contato com a civilização, relação com os homens, está tudo apenas as lendas da Tribo. Não tem a interação da tribo com o autor, você não tira o leite da pedra, você nos mostra a pedra.

O leite da pedra que iria lhe colocar para brigar pelo campeonato. A pedra passou, bonita, legal, mas não levar essa desta vez.


Conjunto: 9,7
A sensação que eu tive foi realmente um enredo muito bonito, com condições de beleza plástica interessante, mas faltando um arremate de simbolismos mais claros para ganhar o concurso.

O enredo não me conta direito o que é essa tribo nem como nota de rodapé, a história passou longe.

Também vejo que ficou devendo pelo que se esperava frente aos outros enredos “indianistas” do Concurso, vejo inferior aos grandes enredos do Nono.




O beijo –
História, sentimentos e carnaval!


Título

Apresentação

Introdução
            Beijo pode ser definido como um toque de lábios com outro, ou em um objeto qualquer. Um ato que pode está acompanhado de história, sentimentos e por que não de carnaval?

Não penalizei, mas tem algo estranho nesse paragrafo. Fica uma sensação que proposição 1, não casa direito com a proposição 2. A escrita está meio estranha nesta parte.

Argumento

Roteiro:9,9
Cai em algumas abstrações das alas, faltou criatividade em algumas  soluções, O beijo de antigamente...
Utiliza muito as coreografias para representar o Beijo, faltou pensar essas representações na parte plástica.

Exemplo, eu poderia citar outras alas:

Ala 6 – Divisão romana do beijo


Durante a coreografia temos fileiras, casais se dão beijo no rosto, representando o osculum, depois um beijo nos lábios representando o basium e por ultimo há um agarramento para demonstrar o beijo dos amantes, o suavium. 

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Exploração Temática: 10
No geral tivemos bons enredos, mas no seu foi um momento que me acordou. Tema original e de desenvolvimento exitoso.


Conjunto: 10

Parece que finalmente você pegou o jeito, desde o concurso passado eu sinto que realmente você agora tem bala na agulha para disputar o título e realmente, nesta edição, tem um favoritismo.

É o enredo de maior porte da competição, falando como “ENREDO e sua exploração” de maneira original.  O tema é interessante, o roteiro está dentro do que se cobraria, está bem encadeado para um tema desse tipo. O desenvolvimento histórico vejo bem sucedido, apresentou também boa pesquisa.


Fui um dos poucos que saiu do feijão com arroz, um concurso que vejo marcado com muitos enredos bons, mas de alguma maneira “apagados”.

Vejo que falta no geral ainda melhorar a escrita, comete uns erros bobos que quase lhe comprometem.

E também acho que não deveria ter arriscado tanto, se bobear pode perder o campeonato por ousadias como na Ala de Baianas. Originalidade, arriscar em algumas coisas pode fazer, mas não vejo momento para arriscar em bobeiras, também... Acho que falta um pouco de discernimento entre risco calculado e suicídio.  Agora vamos ver o que os outros jurados acham...



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