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Atenção carnavalescos e presidentes de escolas de samba!

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sábado, 6 de maio de 2017

CONCURSO Jurado 6 - Marcos Maia



CHAPECOENSE

Título (-0,2)
Apesar de constar do hino do clube, o título soa repetitivo. Poderia ser mais criativo.
Apresentação (-0,2)
Sem nenhum atrativo especial, pela emoção que o tema poderia sugerir, letras verdes, p.ex.
Argumento (-0,4)
Como assim, “durante o Governo Vargas, foi base para a Guerra do Paraguai”? São épocas históricas muito distintas. Aqui e ao longo deste enredo o texto insiste em grafar “alemãos” em vez de “alemães”, que é a grafia correta. Outros pequenos deslizes de escrita também são encontrados ao longo da explanação desse enredo.
Desenvolvimento (-0,2)
Aqui vemos uma explicação pormenorizada do que inspirou cada elemento do desfile e também detalhes da alegoria ou fantasia, embora neste caso, menos. O nome do abre-alas indica choro dos indígenas, mas ao explicar seu conteúdo o autor nem cita que alguma escultura esteja representando um índio chorando; sobre a Guerra do Paraguai, o autor esqueceu de incluir o Uruguai entre os contendores e um dos vencedores do conflito.
Exploração Temática (-0,3)
Ao meu ver, em 3 coisas o enredo poderia ter sido melhor explicado: a origem do nome “Chapecó”, explorar mais a questão do Contestado, colocando mais coisas sobre os movimentos populares que se levantaram contra a venda daquelas terras a uma companhia estrangeira ( causa do levante, e que não foi lembrada) e , como certamente o acontecimento com o clube Chapecoense foi a inspiração deste enredo, falar mais da história do clube, seus fundadores e conquistas.
Conjunto Artístico (-0,1)
O autor foi bem ao clarificar visualmente o desfile, mas retiro 1 décimo por algumas explanações simplórias das alegorias, ao contrário das fantasias, que foram muito bem formuladas, e também porque faltou aquele algo mais profundo , como se tivesse citado mais as revoltas sociais e o clube.


REVIRAVOLTAS DO MEDO
Título (-0,2)
Lembra mais título de filme de suspense do que enredo. Poderia ser mais criativo e combinar mais carnavalescamente.
Introdução (-0,4)
Meio confusa, mal escrita, com erros como de concordância e de inventar a palavra “sacrificação”.
Argumento( -0,5)
Sinopse escrita como se fosse o autor falando pra alguém, o que se torna ainda mais estranho já que em tese há uma escola virtual por trás do enredo; Mais  escrita um pouco confusa e com erros, o que aumenta a incerteza do que o autor quer passar; há estranhamentos como se referir a “em épocas mais catequizadas”, já depois de citar a vida das 3 raças no Brasil(???), incongruência histórica flagrante, já que a catequização já começou com o descobrimento.
Desenvolvimento ( -0,8)
Mestre-sala e porta-bandeira e guardiões representando bem/mal, iin/yang...além de ser algo já muito explorado, não guarda muita relação com o tema; incorreção histórica na descrição das Guerras Púnicas: os elefantes eram uma arma dos cartagineses, não dos romanos; outra incorreção sobre as Cruzadas: não foram os turcos que proibiram a entrada de cristãos em Jerusalém, bem como a causa das Cruzadas não foi simplesmente isso; mais incorreção ao falar de Napoleão ( ameaçada pela fase jacobinista????); os setores do meio (3° e 4°) muito maiores que os últimos, denotando falta de uma melhor divisão do desfile. A prolixidade e a repetição do desenvolvimento, com Caronte tomando conta de tudo, causaram o esquecimento de inclui-lo algumas vezes,  como quando fala das árvores e do chão rachado; neste setor, aliás, o autor cai em mais uma tentação de repetição do que vemos nos enredos reais: a explanação dos elementos terra, água, fogo e ar...Desenvolvimento, em suma, extremamente longo e cansativo, sem necessidade.

Exploração Temática (-1,0)
O enredo parte de uma ideia bem intencionada: misturar o mito de Caronte com o medo e fazer conexões históricas, mas sua realização foi para lá de confusa e equivocada aos montes. Primeiro porque não fica clara a conexão entre superação do medo e intervenção de Caronte nas guerras e acontecimentos da história, exceto em poucos cenários, segundo porque o autor foi ousado na busca por muitos faltos históricos, mas faltou pesquisa e entendimento elementar de História na simplificação, muitas vezes bastante ingênua e maniqueísta, de determinados fatos históricos. Pra complementar a confusão: em certos casos Caronte teria mudado a História, em outros ele simplesmente teria sido o responsável pelo que de fato aconteceu. Teria sido muito melhor “enxugar” o enredo para falar claramente do medo em si, e se estender menos à História.
Conjunto Artístico(-0,3)
Primeiro temos que reconhecer o talento do autor nas representações de alegorias e fantasias. O faz bem e muitas vezes com muita criatividade. Na explanação do enredo, há inúmeros equívocos, setores infinitos sobre História margeados por uma abertura e um encerramento esotéricos. O final é um seguimento de luzes, anjos, nuvens e coisas do gênero, só pra citar um exemplo. Fica a sugestão pro autor delimitar melhor o tema a ser escolhido, fazer coisas mais simples, mais básicas...Melhor deixar pra abraçar o mundo quando tiver mais estudo e experiência para tal.

AMAZÔNIDAS
Argumento (-0,3)
Sinopse muito curta, sem muitos atrativos pro enredo, nem detalhes sobre o enfoque do tema.
Desenvolvimento (-0,7)
Poderia ter sido maior, mais bem detalhada e realizada. Pra exemplificar: a ala 4 representa numa fantasia só, três lendas da região, que poderiam ser melhor retratadas em ais 2 alas; ala 9, do benzedor, sem nenhum representação específica que o identifique; aliás, o mesmo se repete em todas as fantasias sobre o caboclo benzedor.
Exploração Temática (- 0,8)
Se sobrou ambição e prolixidade no enredo anterior, neste faltou substância, exploração, criatividade. Até mesmo restringindo o enredo ao aspecto dos caboclos da Amazônia, faltou inspiração ao descrever os benzedores, explorar mais a parte mística; faltou também falar da sociedade atual e de como os caboclos se inserem nela...Enfim, um tema bom mas sub-aproveitado.
Conjunto Artístico (-1,0)
Apresentação que pecou na extrema simplicidade com que foi o descrito o tema, mas principalmente na repetição de soluções encontradas, como o “cipó trançado” nas descrições das fantasias. Essas 2 coisas juntam comprometem sobremaneira a imaginação de vê-lo na avenida.


PECADOS
Título (-0,1)
Seria melhor incluir o “caídos” após os “anjos”.
Visual (-0,1)
As iniciais das linhas da sinopse de cor vermelha, diferente do resto, sinalizaria melhor um acróstico, o que não é o caso. A exceção foi no 4° parágrafo, que formou a palavra DANTE, mas parece ter sido uma incrível coincidência.
Introdução (-0,3)
Esqueceu-se de citar a ganância..
Argumento (-0,6)
Não ficou bem amarrada o porquê de um portal para o inferno e um anjo negro querer guia-los, apenas por estarem a procura de um enredo; a estrutura como se fossem versos não está bem concatenada: o mesmo quadro de acontecimentos, do pecado, é deslocado em vários parágrafos; repetidamente a palavra viagem, escrita erroneamente, com J; não existiu uma “nação” greco-romana, e sim uma cultura; os negros escravizados não foram capturados para “formação e aumento dos países”; a citação à temperança e ás santas foge ao esquema de falar somente dos exemplos de pecados, seguidos ao longo da sinopse.
Desenvolvimento (-0,8)
A ala 1, que representa as punições do Inferno de Dante são apenas citadas, sem especificação alguma que diferencie cada pecado; na descrição da fantasia da musa Isadora, não há nada que remeta  à preguiça; descrição do carro de Macunaíma muito simplória, podia ter incorporado nele elementos de suas aventuras; ala 15, se Herodes mandou matar só meninos, como pode ter uma boneca representando-os?; fantasia “romana” representando espartanos?; 2° Casal o príncipe dançando com a madrasta carece de sentido; ala 24, ficaria mais bem representada se fosse toda em dourado, já que se tratava de Midas; ala 28 não tem o nome do demônio que representa; ala 29, se representa banquetes, deveria ter comida na fantasia, não vinho; fantasias do 3° casal com decapitadora e decapitado não ornam bem com o espírito de um casal de MSPB.
Exploração Temática (-0,4)
A questão dos demônios não ficou muito bem resolvida, porque há informações inexatas ou controvertidas sobre que pecados capitais representam. P.ex:  Belzebu é muito forte para simplesmente representar a gula; incluir a Ilíada no meio do setor da ira também ficou “solto”; Judas ter entrado no setor da ganância é polêmico tb, pois a intenção maior dele não era enriquecer, ao entregar Jesus; no setor da gula, há muito mais representações sobre o vinho.
Conjunto Artístico (-0,1)
Um tema cheio de possibilidades visuais, mas ocorreu aqui e ali um deslize nas representações das fantasias, e as alegorias algumas bem idealizadas, outras simples.


SHAKESPEARE
Argumento (-0,1)
A estrutura em versos por vezes está separada indevidamente, quebrando o elo do mesmo setor descrito.
Desenvolvimento (-0,3)
Ala 8, não entendi bem como seria uma ala “em forma de chave”; ala 18 a caracterização lembra mais mineiros do que iluminadores; na ala seguinte, dos ferreiros, ficou difícil imaginar como seria um fantasia de andaime e os componentes “dentro” dele.
Exploração Temática (-0,3)
O setor das fantasias poderia estar mais enriquecido, no estilo das fantasias individuais que supostamente tentam se realizar no Carnaval, como o pobre que sonha virar rei e se fantasia de nobre..enfim, algo no simbolismo parecido com a música A Banda, de Chico; sinto que faltou mais coisas no desenvolvimento, um pouco aquém do que prometia a sinopse, como o “feio que beija gente bonita’, e tal. Além disso, poderia haver um pouco mais de similaridade, de comparações, entre a peça original e suas representações carnavalescas.
Conjunto Artístico (-0,1)
Enredo bem sacado, ainda que suas representações sejam bastante repetidas na avenida ( blocos, pierrôs, etc). Neste sentido, o décimo tirado fica por conta justamente do link de criatividade que ficou faltando entre enriquecer essas representações com o toque mais de fábula, do conto shakespeariano.

DIDO
Introdução (-0,2)
Não cumpriu a função de instigar a leitura do enredo. Muito “seca”, científica.
Desenvolvimento (-0,4)
Na CF, sendo Afrodite apenas uma única e importante deusa, ter várias “afrodites” assistindo a encenação não combina muito. Elas poderiam ser “ninfas” , e Afrodite fazer parte da encenação do sonho de Dido; título do 2° setor contém 2 erros: “no” Chipre e “secto”, em vez de séquito; na descrição da 2° alegoria, uma pequena incorreção ao se referir ao templo de Cnossos como grego, sendo este de origem da civilização cretense; na fantasia da porta-bandeira, representando Dido, haver aplicação de arte berbere ( etnia já representada com o mestre-sala) fica repetitivo e um pouco incongruente;  praticamente o mesmo se dá com a fantasia da bateria, e ainda com uma peruca loira, sendo que os fenícios, por serem semitas, eram morenos; na alegoria 4, é excessivo haver 2 destaques apenas pra representar a espada de Eneias.
Exploração Temática (-0,1)
Uma bela estória, mas senti falta de algo mais amplo em relação à Fenícia e sua colônia, como explorar mais o fato de que eram grandes navegadores e comerciantes, ou seja, um contexto mais histórico como pano de fundo do conto de amor.
Conjunto Artístico (-0,2)
Uma boa criatividade na representação das alegorias, mas nas fantasias senti certa mesmice nas soluções, com muitos tecidos multicoloridos sobrepostos.

EMILIO SANTIAGO
Desenvolvimento (-0,6)
Na ala 4, faltou citar o Festival ( dos Festivais) no qual Emilio ganhou o prêmio; ala 5 de descrição confusa, e repetindo a mesma solução ( chapéu de microfone) da ala anterior; ala do Grammy: mais microfone na cabeça..; ao descrever o 3° setor, o autor diz que Emilio cantou “sucessos esquecidos” de uma série de cantores, mas ao falar das canções abaixo, não as relaciona, na maioria das vezes, com o cantor ou compositor supra-mencionado;  ala 7 com descrição um pouco confusa ao representar Saigon; na representação de Naná, o destaque de chão combinaria mais se fosse uma mulher; carro do Caminho das Índias com detalhes demais, comparado aos outros; a descrição da fantasia da musa tem um erro: Todo mundo nasceu nu é o enredo de 1990, não de 86; a descrição da fantasia da Musa, sobre Mangueira 88, tem nada de mangueirense.
Exploração Temática (-0,3)
Dedicar 2 setores inteiros às novelas que tiveram músicas de Emilio considero um pouco demais;   também há 2 setores dedicados às escolas de samba..nesse caso, não é excessivo, mas a descrição do 6° setor diz que foram sambas cantados pela sua marca da negritude, o que não é o caso de alguns deles, como o da Portela 88 e Sal 94.
Conjunto Artístico (-0,2)
Rico conjunto, mas algumas vezes há repetições de soluções e principalmente de cores, especialmente verde e dourado.

TOM ZÉ
Apresentação(-0,3)
Começa bem, mas o desenvolvimento é todo em letra pequena e muito clara, dificultando a leitura.

Argumento (-0,2)
Um “poema” um pouco longo demais, não dando muito pra perceber as divisões do que se pretende falar...por vezes a impressão é que se alonga repetindo os mesmos elementos do enredo.
Desenvolvimento (-0,5)
Bateria- não entendi como instrumentos podem se referir aos AUTO-falantes, muito menos como pode haver sanfona na bateria, que é um instrumento de sopro, portanto proibido em desfiles; ala 3 descrição confusa: “baldes de agua nos jegues”? “peso considerável”? na descrição do tripé do rio, está dito como se a água dele fosse de fato retirada do S. Francisco; o titulo do setor 8 tá tão em claro que mal dá pra ver a divisão; ala 10 de difícil leitura com seu significado; idem na ala 12;  na descrição do sentido da alegoria 4, há uma “volta por cima” que mistura o disco de Tom Zé de 1976, até sua entrevista no Jô, só que essa já foi bem mais recente, fora que ao longo do setor que Tom estava no ostracismo..ou seja, contraditório; última alegoria de representação e detalhes muito simplórios, comparado ao fato de representar toda a complexidade de Tom Zé.
Conjunto Artístico (-0,3)
Faltou um pouco mais de criatividade e ousadia , tão presentes na obra do homenageado em muitas representações de alegorias e fantasias.

AVENTURAS DE UM PORTUGUES

Argumento (-0,2)
A sinopse podia explicar o porquê de Diogo Alvarez ter chegado ao Brasil, em vez de apenas “solta-lo lá”; também não explica bem como sua vida foi poupada pelos índios.
Desenvolvimento (-0,4)
Escrita de nomes próprios com inicial minúscula; nome da ala 5 poderia ser “deus cativo”, pois prisioneiro cativo é redundante; ala 6: se as índias não caçavam, soa incoerente representar Paraguaçu com armas; na descrição da alegoria 4, não entendi como e porque o rei francês estaria “preso” na oca; descrição da última alegoria pouco inspirada, com mesmos elementos já usados em outras, como troncos.
Exploração Temática(-0,2)
Num enredo cujo mote é a simples transcrição de um livro, é sempre melhor tentar enriquecer com algo mais criativo e extra, como p.ex um setor que contextualize mais econômica e historicamente a época.


Conjunto Artístico (-0,2)
Repetições de elementos como símbolos do poder de Caramuru, nobres e cavaleiros...embora bem feitas, perde em comparação com enredos mais ricos em variação.

IBOGA
Argumento (-0,2)
Há passagens de confuso entendimento dos fatos, como nos 6° (bwiti foi elaborado) e último parágrafos (samba como nganga).
Desenvolvimento (-0,4)
Na fantasia da bateria, faltaram elementos que remetam mais á figura do curandeiro; ala 14 não diz que tipos de escrituras seriam; de que forma “material” o Samba seria, já que ele retornou a esse estado após o transe? O dom “curativo” do samba, que seria uma boa sacada do enredo, poderia ter sido mais bem explorado, em vez de ser apenas na fantasia das passistas, e ainda assim com pouca leitura.
Exploração Temática (-0,4)
Por derivar de um conto relativamente simples, há o problema de repetição de significados ( viagens lisérgicas, alteração de sentidos , samba transformador etc) ao longo do desfile; outro problema desse tipo de enredo simples é esticar por 2 setores praticamente o mesmo acontecimento, no caso, o ritual de transe do Samba em um, e as visões do mesmo em outro.
Conjunto Artístico (-0,4)
Sendo um enredo muito imaginativo e subjetivo, há dificuldade em imaginá-lo funcionando a contento num desfile. Repetições de soluções, como o led, dificuldade na leitura em razão do extremo simbolismo das sensações produzidas pela planta, tema do enredo. Perde tb em comparação com as soluções e divisões de cores, ou pouco descritas ou muito misturadas.

ENAWENÊ-NAWÊ
Apresentação (-0,1)
O tamanho e fonte da letra em conjunto com os complicados nomes indígenas dificultam a leitura.
Argumento (-0,1)
Há uma certa confusão na narrativa para quem ainda não leu o enredo todo. Algumas coisas não parecem combinar, em relação a nomes e fatos/ensimamentos desse povo indígena.
Desenvolvimento (-0,6)
Repetição do termo “simpático” pra se referir a representações de animais. O autor podia variar mais ou explicar melhor como seria a representação; o 3° carro combina mais com o 4° setor, por se tratar de algo mais sombrio do que os rituais do 3° setor, e por tratar da cosmologia da vida após a morte; alas 11 e 12 são representadas praticamente idênticas; nos 2° e 5° setores, o foco é o mesmo: rituais de oferta aos espíritos..mas ao contrário do último, no 2° não fica claro se as ofertas também são necessárias aos espíritos; ala 19 sem leitura; ainda no 5° setor,  tem uma ala pra atrair um espírito, e na última não fala nada de espírito, então ambas fogem á caracterização dada ao setor.
Exploração Temática (-0,3)
Não sei se por descuido do autor ( o que não creio) ou por lacunas da própria lenda indígena, algumas coisas ficam sem explicação ou redundantes. Primeiro, como a tribo deixou de ser defeituosa?  No segundo caso, haver 2 clãs com a mesma função, de protetores dos animais? Numa explanação pra enredo, o primeiro caso quebra a narrativa e no segundo, ao contrário,fica repetitivo. O enredo no geral se perde um pouco por idas e vindas das mesmas representações.
 Conjunto Artístico (-0,4)
Mais um enredo monotemático , no caso , indígena, que peca um pouco pelo excesso de representações repetitivas, como exemplo, vemos animais no abre-alas, no 2° e no 4° carros; nos últimos setores vimos também uma grande irregularidade na descrição de fantasias, comparando com o começo do Roteiro.

BEIJO
Apresentação (-0,1)
Uma coisa que me incomoda, em duas: repetição da palavra, no caso, Carnaval, e ela ser grafada com a inicial minúscula.
Argumento (-0,2)
Alguns equívocos de escrita, concordância, mistura de iniciais; o texto fala muito de influências hindus, mas intercalando com outras, em vez de construir uma coesão, o que permeia tb o Roteiro.
Desenvolvimento (-0,8)
O casal de mspb não ficou bem representado como macacos se mordendo; no tripé 1 apenas diz que estão sendo dadas comida aos filhos, mas não pela boca; a divisão do enredo entre abertura e 1° setor apenas por um tripé pode tornar confuso o entendimento, ou então poderia ser tudo um setor só, para facilitar o conjunto; ala 2 vidro com água pra representar vapor? Desnecessário uma ala apenas pra retratar guardas e discípulos, já que o acontecimento principal já foi representado; Vale dizer tb que o beijo de Judas está deslocado num setor sobre os possíveis primeiros beijos; ala de descrição estranha: saia e armaduras? Baianas e Kama Sutra definitivamente não combinam; ala 10 de pouca leitura com o significado; descrição um pouco confusa da roupa da Bateria;  de que forma a ala 23 representa o beijo no ombro? Fazendo ou tendo algum detalhe na roupa , disso? Ala 27 tá meio fora de pertinência calça boca de sino pra referenciar o Carnaval; ala 32 além de confusa representação, é supérflua; ala 33 idem, além de ter a improvável combinação terno-esplendor.
Exploração Temática (-0,4)
Algumas incoerências na divisão do enredo, que é de difícil setorização especialmente na parte histórica.. no setor 2, p.ex, estão misturados diferentes tipos de beijos e mais beijos simples pela História; estranha a presença de uma alegoria dedicada a Drácula, já que vampiros mordiam, e não beijavam; faltou explorar mais a música no setor das artes; como esquecer  do famosíssimo bolero “Besame Mucho”??
Conjunto Artistico (-0,2)
Muitas representações foram um pouco confusas, e a profusão de plumas e cores exageradas não me fez imaginar um belo conjunto na avenida..em que pese o nível de detalhamento na maioria das vezes, o que e louvável.

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